quarta-feira, 3 de agosto de 2016

AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E A CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS: Todo cuidado é pouco!

A população de vários distritos brasileiros há muito anos vem se envolvendo luta pela criação de novos municípios. Insatisfeitos com o abandono por parte da administração central dos municípios mães, essa população vê na emancipação política a solução para os mais variados problemas que afetam o dia a dia de quem vive nesses distritos.

São inúmeras as razões para essa luta: distritos que possuem vilas e povoados com grandes aglomerados urbanos, ausência de políticas públicas direcionadas à população desses distritos, distancia entre os distritos e a sede de o município mãe, abandono administrativo, são algumas das razões que levam os moradores dos distritos a se engajar nessa luta.

Um dos argumentos mais recorrentes dessa luta é a distancia entre a cidade mãe e os distritos. Temos exemplos emblemáticos como é o caso dos Distritos de Castelo dos Sonhos, no município de Altamira, que fica a uma distancia de 1.100 km da sede; e o distrito de Moraes Almeida, no município de Itaituba, que dista 400 km da sede, ambos no Estado do Pará. Icoaraci, distrito do município de Belém/PA e Jurema, no município de Caucaia, sofrem por pertencerem a um grande município, com centenas de milhares de habitantes, amargam situações que faz com que essa luta seja bem mais intensa.

A falta de comprometimento de nossos políticos detentores de mandatos eletivos com assento na Câmara dos Deputados e Senadores, que em principio teriam a prerrogativa de lutar pelos interesses de seus estados, faz com que o processo de criação de normas que possibilitem a fusão, desmembramento, incorporação e criação de municípios não avance como deveria. Recentemente assistimos a aprovação de dois projetos de Lei aprovados em apreciação bicameral, os mesmos foram vetados pelo executivo. Mas essa falta de empenha na defesa do interesse dos emancipalistas, o Congresso Nacional valida veto em detrimento do interesse dos emancipalistas. Se parlamento nacional estivesse efetivamente engajado na defesa do interesse da população dos distritos, não aceitaria a regra imposta. Manteria o apoio isolado dispensado nas duas casas e não acolheria o veto presidencial.

 Os vetos recorrentes, inclusive, levaram o movimento emancipalista a uma reflexão: Para que o movimento emancipalista fosse respeitado, seria necessário que o grupo tivesse organização e comando. Foi pensando dessa maneira, que o movimento iniciou a caminhada em busca de seu ordenamento.

O ponta-pé inicial nessa direção aconteceu no I Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas, que aconteceu no mês de março/2015, no Distrito de Jurema, município de Caucaia/CE; em seguida, no mês de agosto/2015, ocorreu o II Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas, agora no Distrito de Mosqueiro, município de Belém/PA; e no mês de abril/2016, os emancipalistas do Brasil se reuniram no III Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas, agora no Distrito de Campos Lindos, município de Cristalina/GO. O IV Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas já está programado para o mês de abril/2017, na cidade de Manaus/AM.

Com emancipalistas do Brasil

Seminário de Regulamentação de novos municípios

Luiz Farias (CE), Jet Le (AM), Antonio Pantoja (PA), Carlos Kte (CE) 

João Cardoso (PA), Clovis (GO), Antonio Pantoja (PA), Nilton Braga (SP)

Marco Valerio (DF), Antonio Pantoja (PA) e Augusto Cesar (MA)

Dep. Hélio Leite (DEM/PA), Marco Valerio, Antonio Pantoja e dep. Flávia Morais (PDT/GO)

Deputado Helio Leite e Antonio Pantoja
O ponto culminante do encontro em Campos Lindos aconteceu no dia 12/04/2017, com a realização do Seminário sobre Regulamentação de novos municípios, promovido pela Comissão Especial que aprecia o PLP que normatiza o § 4º, do artigo 18, de nossa Constituição Federal, presidida pelo deputado federal Hélio Leite (DEM/PA). No evento também aconteceu a posse da deputada Flávia Morais (PFT/GO) na presidência da Frente Parlamentar Mista em defesa da criação de municípios.
Situação recorrente que vem acontecendo em muitos municípios é a falta de apoio para candidatos oriundos desses distritos que lutam pela sua emancipação político-administrativa. Foi notória a falta de interesse de candidatos a prefeitos em apoiar candidatos oriundos desses distritos. Em muitos candidatos majoritários transpira a impressão de que não existe interesse em apoiar candidatos oriundos dessas regiões, pois havendo a emancipação eles consideram que os recursos alocados nesses distritos só ajudariam a área emancipanda e não a área remanescente do município, que é a área que vai realmente lhe interessar se ele eleito for.

Outra evidencia dessa prática reside no fato desses candidatos a prefeito incentivarem um excessivo numero de candidatos o que resultaria em uma pulverização de votos, culminando com a não eleição dos candidatos que representam aqueles distritos.

E o que é mais sintomático ainda. Os candidatos a prefeito, de forma escancarada, buscam desarticular os acordos inicialmente feitos entre candidatos e lideranças políticas, interferindo na formação de grupos, causando com isso não só desavenças internas no distrito, como até distensões entre membros da mesma família. E isso é muito perigoso, pois além de prejudicar um grupo que vem se organizando já há algum tempo como provocar conflitos interfamiliares.

Os candidatos oriundos de grupos emancipalistas devem ficar atentos para essa prática. Procurem orientar seus seguidores para essa prática que vem sendo disseminada em muitos municípios que tem seus distritos lutando por sua emancipação.

Vamos ficar atentos a isso! O destino de muitos distritos está nas mãos de sua população!


REVISADA EM 2018.....

AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E A CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS: Todo cuidado é pouco!

A população de vários distritos brasileiros há muito anos vem se envolvendo luta pela criação de novos municípios. Insatisfeitos com o abandono por parte da administração central dos municípios mães, essa população vê na emancipação política a solução para os mais variados problemas que afetam o dia a dia de quem vive nesses distritos.

São inúmeras as razões para essa luta: distritos que possuem vilas e povoados com grandes aglomerados urbanos, ausência de políticas públicas direcionadas à população desses distritos, distancia entre os distritos e a sede de o município mãe, abandono administrativo, são algumas das razões que levam os moradores dos distritos a se engajar nessa luta.

Um dos argumentos mais recorrentes dessa luta é a distancia entre a cidade mãe e os distritos. Temos exemplos emblemáticos como é o caso dos Distritos de Castelo dos Sonhos, no município de Altamira, que fica a uma distancia de 1.100 km da sede; e o distrito de Moraes Almeida, no município de Itaituba, que dista 400 km da sede, ambos no Estado do Pará. Icoaraci, distrito do município de Belém/PA e Jurema, no município de Caucaia, sofrem por pertencerem a um grande município, com centenas de milhares de habitantes, amargam situações que faz com que essa luta seja bem mais intensa.

A falta de comprometimento de nossos políticos detentores de mandatos eletivos com assento na Câmara dos Deputados e Senadores, que em principio teriam a prerrogativa de lutar pelos interesses de seus estados, faz com que o processo de criação de normas que possibilitem a fusão, desmembramento, incorporação e criação de municípios não avance como deveria. Recentemente assistimos a aprovação de dois projetos de Lei aprovados em apreciação bicameral, os mesmos foram vetados pelo executivo. Mas essa falta de empenha na defesa do interesse dos emancipalistas, o Congresso Nacional valida veto em detrimento do interesse dos emancipalistas. Se parlamento nacional estivesse efetivamente engajado na defesa do interesse da população dos distritos, não aceitaria a regra imposta. Manteria o apoio isolado dispensado nas duas casas e não acolheria o veto presidencial.

 Os vetos recorrentes, inclusive, levaram o movimento emancipalista a uma reflexão: Para que o movimento emancipalista fosse respeitado, seria necessário que o grupo tivesse organização e comando. Foi pensando dessa maneira, que o movimento iniciou a caminhada em busca de seu ordenamento.

O ponta-pé inicial nessa direção aconteceu no I Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas, que aconteceu no mês de março/2015, no Distrito de Jurema, município de Caucaia/CE; em seguida, no mês de agosto/2015, ocorreu o II Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas, agora no Distrito de Mosqueiro, município de Belém/PA; e no mês de abril/2016, os emancipalistas do Brasil se reuniram no III Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas, agora no Distrito de Campos Lindos, município de Cristalina/GO. O IV Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas já está programado para o mês de abril/2017, na cidade de Manaus/AM.

Com emancipalistas do Brasil

Seminário de Regulamentação de novos municípios

Luiz Farias (CE), Jet Le (AM), Antonio Pantoja (PA), Carlos Kte (CE) 

João Cardoso (PA), Clovis (GO), Antonio Pantoja (PA), Nilton Braga (SP)

Marco Valerio (DF), Antonio Pantoja (PA) e Augusto Cesar (MA)

Dep. Hélio Leite (DEM/PA), Marco Valerio, Antonio Pantoja e dep. Flávia Morais (PDT/GO)

Deputado Helio Leite e Antonio Pantoja
O ponto culminante do encontro em Campos Lindos aconteceu no dia 12/04/2017, com a realização do Seminário sobre Regulamentação de novos municípios, promovido pela Comissão Especial que aprecia o PLP que normatiza o § 4º, do artigo 18, de nossa Constituição Federal, presidida pelo deputado federal Hélio Leite (DEM/PA). No evento também aconteceu a posse da deputada Flávia Morais (PFT/GO) na presidência da Frente Parlamentar Mista em defesa da criação de municípios.
Situação recorrente que vem acontecendo em muitos municípios é a falta de apoio para candidatos oriundos desses distritos que lutam pela sua emancipação político-administrativa. Foi notória a falta de interesse de candidatos a prefeitos em apoiar candidatos oriundos desses distritos. Em muitos candidatos majoritários transpira a impressão de que não existe interesse em apoiar candidatos oriundos dessas regiões, pois havendo a emancipação eles consideram que os recursos alocados nesses distritos só ajudariam a área emancipanda e não a área remanescente do município, que é a área que vai realmente lhe interessar se ele eleito for.

Outra evidencia dessa prática reside no fato desses candidatos a prefeito incentivarem um excessivo numero de candidatos o que resultaria em uma pulverização de votos, culminando com a não eleição dos candidatos que representam aqueles distritos.

E o que é mais sintomático ainda. Os candidatos a prefeito, de forma escancarada, buscam desarticular os acordos inicialmente feitos entre candidatos e lideranças políticas, interferindo na formação de grupos, causando com isso não só desavenças internas no distrito, como até distensões entre membros da mesma família. E isso é muito perigoso, pois além de prejudicar um grupo que vem se organizando já há algum tempo como provocar conflitos interfamiliares.

Os candidatos oriundos de grupos emancipalistas devem ficar atentos para essa prática. Procurem orientar seus seguidores para essa prática que vem sendo disseminada em muitos municípios que tem seus distritos lutando por sua emancipação.

Vamos ficar atentos a isso! O destino de muitos distritos está nas mãos de sua população!


quarta-feira, 25 de maio de 2016

FERNANDES BELO QUE QUEREMOS: O que posso fazer por Fernandes Belo?

Inauguração da ACC Fernandes Belo

Hoje amanheci pensando naquela célebre frase do presidente John Fitzgerard Kennedy: "Não pergunte o que os Estados Unidos podem fazer por você, mas o que você pode fazer pelos Estados Unidos".

Parafraseando o presidente, digo: "Não pergunte o que Viseu ou o Distrito de Fernandes Belo podem fazer por você e sim o que você pode fazer por Viseu e pelo Distrito de Fernandes Belo".

O porquê dessa indagação? É muito simples. Faço parte de um pequeno grupo de cidadãos que gostam da Vila de Fernandes Belo e gostam de Viseu. Por isso resolvemos lutar pela emancipação do Distrito de Fernandes Belo. Mas, para que nós consigamos atingir nossos objetivos temos muito que fazer.

Não sou filho de Viseu, mas por afinidade, me considero filho de Fernandes Belo. Sinto-me um viseuense. Por isso dedico uma grande parte de meu tempo para essa luta. Como presidente da Associação do Movimento Emancipalista de Fernandes Belo - AMEFEB, devido a minha intensa participação no processo fui conduzido à presidência da Federação das Associações de Desenvolvimento Distrital e Emancipalistas do Estado do Pará – FADDEPA. Nessa condição tenho participado de trabalhos em vários Estados da Federação, sempre levando e elevando o nome do Distrito de Fernandes Belo. 

Nosso pretenso município hoje é conhecido no Brasil inteiro, graças ao trabalho que venho desenvolvendo no movimento emancipalista nacional.

Porém, para essa atividade intensa, tem sido fundamental o apoio recebido da prefeitura de Viseu, na pessoa de seu gestor, Cristiano Vale. Quando tenho de me deslocar até a capital federal recebo apoio logístico do deputado federal Lúcio Vale. Se o deslocamento é para outras regiões da Federação ou outros municípios do Estado levo comigo os interesses de Fernandes Belo.

Agora retorno aquela questão o que podemos fazer por Fernandes Belo? Quando conseguimos instalar o Destacamento de Polícia Militar, alguns dias depois o Comando da Cia. de PM em Bragança foi surpreendida por um abaixo assinado, de alguns moradores da região pedindo a saída do policiamento da Vila.

Inauguração do PPD em Fernandes Belo 


Hoje estamos inaugurando uma Agência Comunitária dos Correios, o primeiro passo para termos em nosso distrito uma agência dos correios oferecendo toda uma gama de serviços ofertados pela ECT (correspondências, pagamento de contas, recebimento de benefícios do INSS, Recebimento de Bolsa Família, de salários, abertura de contas bancárias e muitos outros serviços).

ACC Fernandes Belo - Uma conquista da comunidade


A comunidade vibrou com o acontecimento. Porém, infelizmente apareceu um grupo de pessoas que se enquadra naquele primeiro time (o que Viseu pode fazer por mim?) e largou a tecer críticas à conquista. A AMEFEB muito se empenhou para que essa demanda virasse realidade. Aqui mais uma vez foi de suma importância o apoio recebido da prefeitura de Viseu. Sem esse apoio não teríamos conseguido instalar em Fernandes Belo essa ACC. Onde entrou a prefeitura nisso? É de suma importância que seja levado ao conhecimento da comunidade:

1. A prefeitura teve de celebrar um convênio com a ECT para a instalação da ACC;

2. A prefeitura teve de bancar algumas obras de adequação do prédio (pintura, balcão, prateleiras) de forma a possibilitar o funcionamento da ACC;

3. Compete a prefeitura o pagamento do aluguel do prédio;

4. Compete a prefeitura a cessão de um servidor efetivo para administrar a ACC;

Como podemos observar somente a AMEFEB não reuniria condições de trazer para nossa comunidade uma agência dos correios.

Por sinal, corre a “boca grande” em Fernandes Belo que os companheiros que atuaram como base de apoio dessa luta teriam recebido R$ 8.000,00 (Oito mil reais) para mandar fazer um balcão, em madeira forte. Pura maledicência, pois na verdade, a prefeitura de Viseu disponibilizou a importância de apenas e tão somente R$ 700,00 (Setecentos reais) para pagamento do móvel.

O que mais se fala não passa de “dor de cotovelo” daqueles que nunca se prestaram a lutar por benefícios efetivos para nossa comunidade. Essa luta por sinal é uma de minhas marcas e que para isso conto com a parceria de muitos amigos e companheiros residentes aí no Distrito, principalmente em Fernandes Belo, que nunca medem esforços para acompanhar nossa luta.

Nós fazemos parte daquele segundo time (O que podemos fazer por Viseu e Fernandes Belo?). E que também, devido a seriedade de minha luta, sempre encontro amparo do prefeito Cristiano Vale, apoio esse que tem sido decisivo na resolução de algumas ações que a AMEFEB tem conseguido fazer no distrito, como por exemplo, essa agência dos correios, que atenderá a todo o Distrito de Fernandes Belo e mais a algumas comunidades do vizinho Augusto Correia.

Nossa luta está centrada na transformação da ACC em uma agência plena. Hoje já vamos protocolar na DR-ECT/PA, expediente pedindo que seja analisada a viabilidade da implantação desses serviços dentro da maior brevidade possível. Afinal nosso Distrito pede por isso.

Para finalizar a AMEFEB agradece o decisivo apoio que recebeu da prefeitura de Viseu, que sempre se mostrou pronta a apoiar projetos sérios que venham de encontro às necessidades de nossa comunidade. E seriedade tem sido a marca de nossas ações.

E vamos continuar na luta por dias melhores para nossa comunidade!

terça-feira, 24 de maio de 2016

FALTA DE LIBERAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS ATRASA OBRAS EM ANDAMENTO NA VILA DE FERNANDES BELO

Atualmente verificamos a existências de duas grandes obras em andamento na Vila de Fernandes Belo: Um Ginásio Poliesportivo e uma creche destinada a atender duzentas crianças.
No mês de março quando fui até Brasília para tratar de assunto de interesse da Federação das Associações de Desenvolvimento Distrital e Emancipalistas do Estado do Pará – FADDEPA , perambulando pela Câmara dos Deputados, ao visitar o gabinete do deputado Lúcio Vale, encontrei com o prefeito de Viseu, Cristiano Vale.

Conversando sobre ações de interesse de nosso distrito de Fernandes Belo, o prefeito me convidou para acompanhá-lo na visita ao FNDE e ao Ministério da Saúde. O assunto que o levou até a Capital Federal foi justamente o atraso nas obras do governo federal em nosso município. Era necessário promover gestões para a liberação de recursos para o andamento de várias obras em andamento no município, tocadas com recursos da união, que se encontravam paralisadas por falta de liberação de recursos.

Com relação às obras da Creche e do Ginásio Poliesportivo em Fernandes Belo, ficara ajustado que no início do mês de abril, as parcelas pendentes de liberação seriam efetivamente liberadas e as obras retomadas. Posteriormente o prefeito me informou que para as obras na vila de Fernandes Belo, apenas a importância de aproximadamente R$ 28 mil reais fora liberada. A obra reiniciada, mas logo, mais uma vez paralisada.

Vale a pena considerar que essas obras tem o aporte de recursos feito de acordo com o andamento dos serviços. Após a fiscalização do agente financeiro, geralmente a Caixa Econômica Federal, os recursos calculados são liberados. Como já faz algum tempo que o governo federal não libera recursos para essas obras, as empresas contratadas para a execução dos serviços suspendeu suas atividades, pois devido ao não recebimento da parte das obras executadas, a conseqüência imediata é o atraso no pagamento dos trabalhadores. Assim, para evitar esse grave problema, as empresas decidem suspender os trabalhos.

Essas obras não são executadas com recursos próprios do município e por isso foge a competência do município o andamento dos serviços. É bom que se esclareça que a Vila de Fernandes Belo e o município de Viseu, não são os únicos entes federativos a enfrentar esse problema. Existem obras do governo federal paralisadas em todo o território nacional.

Diante dessa crise política/governamental que o país atravessa, aumenta a preocupação com o quer poderá acontecer com essas obras que foram iniciadas e logo paralisadas. Portanto, não existe o menor cabimento em lançar a culpa nos governos municipais pela paralisação dessas obras, pois se assim elas se encontram isso devemos creditar unicamente a falta de liberação de recursos de origem federal. Devemos acompanhar atentamente a evolução do cenário político econômico que ora vivemos.


De nossa parte, cumprimos regularmente nossa missão cidadã. Acompanhamos com efetiva preocupação a liberação de recursos destinados ao município de Viseu, principalmente aquelas obras em execução no distrito de Fernandes Belo. E vamos nos manter vigilantes acompanhando a execução das obras de cunho federal.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

AGÊNCIA DOS CORREIOS EM FERNANDES BELO


Antonio Pantoja agradecendo a inauguração da ACC
       
        Na última sexta feira a comunidade de Fernandes Belo recebeu uma Agência Comunitária dos Correios - ACC. Essa agência foi resultado da luta da Associação do Movimento Emancipalista de Fernandes Belo - AMEFEB, em parceria com a Prefeitura Municipal de Viseu.

                Os membros da AMEFEB há muito vinham desenvolvendo gestões junto a Direção Regional dos Correios bem como junto ao prefeito Cristiano Vale. Vale ressaltar que no curso do processo recebemos importante apoio do amigo Renaldo, responsável pela Agência dos Correios em Viseu. Essa ACC, inicialmente ira operar apenas com os serviços básicos dos correios, ou seja, apenas na expedição e recebimento de correspondências.

                Nosso distrito de Fernandes Belo, com importante participação na constituição da renda do município, o que hoje equivale em torno de 27% (Vinte e sete por cento) do total arrecadado, possui potencial suficiente para requerer a transformação da ACC em uma agência completa, podendo dessa forma, oferecer todos os serviços ofertados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafo. Com esse objetivo há aproximadamente um mês, protocolamos na Direção da ECT em Brasília, requerimento solicitando a transformação da ACC EM Fernandes Belo em uma agência múltipla, inclusive com a instalação do Banco Postal, serviço disponibilizado pelo Banco do Brasil, o que possibilitaria a nossa ACC o pagamento/recebimento de contas diversas, pagamentos de benefícios do INSS, Bolsa Família e inclusive o recebimento de salários de servidores públicos (aqueles que recebem pelo Banco do Brasil).

                 Vale à pena salientar que esse é um processo lento. Só a título de ilustração, A luta para instalação da ACC iniciou em 2007. Tivemos muitos percalços, mas pela nossa insistência conseguimos vencer, graças à obstinação de companheiros como o Professor Carlos Fernandes (Motora), Manoel Braga, Manoel Correia (Milho Verde), Manoel Espindola (Carrão), Capitão, Professora Dalila, Carlinhos Cruz, professor José Figueiredo (Orico), professora Maria Antonia e muitos outros, que muito contribuíram para que isso acontecesse.

                 Lamentavelmente, ao longo dessa jornada, nunca contamos com a ajuda de nenhum vereador do município, que sempre se mantiveram ausentes da luta, como também permanecem ausentes de muitas outras lutas que travamos em prol de nosso distrito. Porém o apoio que recebemos da prefeitura de Viseu através de seu prefeito Cristiano Vale, é digno de realce, pois foi decisivo para a realização desse projeto. Verdade seja dita e justiça seja feita, sem esse apoio nós não teríamos conseguido realizar esse projeto de grande interesse para o futuro de nosso distrito de Fernandes Belo, digo do Distrito, por que esse benefício não atenderá apenas os interesses dos moradores da Vila de Fernandes Belo e sim de todas as comunidades que pertencem ao distrito, bem como localidades de outros municípios como Itapixuna, Ipixuna, Arai, Nova Olinda (todos de Augusto Correa).

                  É digna de repúdio a tentativa de alguns em diminuir a importância dessa conquista. Mas havemos de considerar que essas críticas têm origem em setores que pouco ou nada fizeram para nosso distrito recebesse um benefício de tamanha envergadura.

                        A Associação do Movimento Emancipalista de Fernandes Belo - AMEFEB se orgulha da luta que vem travando pela organização do distrito, visando a conquista de sua emancipação político-administrativa, o grande sonho dos moradores das localidades que constituem o Distrito de Fernandes Belo. Nossa luta, sem bairrismos, sem mentiras, sem meias verdades, tem como objetivo a organização do distrito visando um futuro melhor para todos aqueles que realmente querem ver nosso Distrito vivendo a realização de seu progresso. Potencial para isso não nos falta e nossa luta é aberta para todos aqueles que quiserem contribuir para o desenvolvimento de nossa região.

                   Por fim, a AMEFEB agradece ao senhor Fernando, Diretor Regional dos Correios, que com sua equipe nos deu a honra de estar presente na inauguração da Agência Comunitária dos Correios – ACC, em Fernandes Belo, assim como ao prefeito Cristiano Vale pelo apoio dispensado na realização dessa conquista.  E o agradecimento mais importante é ao povo do Distrito de Fernandes Belo que esteve presente na cerimônia de inauguração da ACC que a partir desse momento, integra o Distrito no sistema nacional de comunicação. Apesar de pequeno, mas este foi um grande passo que deve ser comemorado com uma Grande conquista, pois a partir de agora já podemos começar a luta para dotar nosso Distrito de uma agência do Banco Postal, serviço oferecido pelos Correios.

                    Alegremo-nos, pois esse embora pareça pequeno é um grande passo em direção do futuro. Nossa comunidade está de parabéns!

                            E nossa luta não para aqui...

Antonio Pantoja
Presidente da AMEFEB

Presidente da FADDEPA

Prefeito Cristiano Vale inaugurando a ACC

Prefeito Cristiano Vale, Dr. Fernando (DR-ECT), Antonio Pantoja e Joclau Barra (ECT)

Professor Carlos Fernando recebendo as chaves da ACC

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O MOMENTO POLÍTICO BRASILEIRO: VAMOS DAR O TROCO?


Parece que vivemos um momento de pura inversão de valores. Hipoteticamente o parlamento brasileiro, com seus membros eleitos pelo povo  representa o povo brasileiro. Esse mesmo povo que o elegeu deveria ter dentre suas prerrogativas, a possibilidade de excluí-lo dessa representatividade.
Assim, teriam que se comportar com se fossem reféns do povo que o escolheu. Mas , o que vemos é justamente o contrário: nosso povo brasileiro vive refém dessa “corja”  (com raríssimas exceções) que forma o parlamento nacional. E por que não dizer estadual e municipal.

E essa condição de refém do parlamento nos faz amargar um sentimento de importância. Lutamos uma luta justa pela regulamentação da lei que permita a criação de novos municípios no Brasil. Mas, com tenacidade e organização, apoiado em um legítimo Estado de Direito vamos mudar esse jogo. O momento para isso está batendo em nossas portas, afinal é nos municípios, nas comunidades que esses políticos acampados no parlamento brasileiro costumam buscar a afirmação para seus mandatos. Depois de eleitos somem e só voltam na eleição seguinte. Vamos dar o troco? Não precisamos de levante nem de guerra civil. Precisamos sim saber dar o troco na hora certa. Eles entenderão nosso recado.

Temos como representantes do eleitorado brasileiro, o que de pior existe na classe política nacional.
Os jornais de hoje trazem a informação sobre o grau de confiabilidade de cada político de expressão nacional.  Aqui no Estado do Para, o jornal O LIBERAL, edição de 12/11, traz na coluna do jornalista e professor titular da USP e consultor político e de comunicação, a quem pedimos permissão para transcrever um parágrafo desse artigo. A coluna traz o sugestivo título: Hora de dar o troco: Pesquisa do ibobe acaba de mostrar a rejeição aos políticos. Lula, badalado e admirado em seus dois mandatos de presidente, acaba de alcançar 55% de rejeição. Mas não só ele, a presidente Dilma ou o prefeito de São Paulo, Fernando Hadad, estão no fundo do poço da imagem. Outros perfis como Serra (54%), Aécio (47%), Ciro Gomes e Alckmin (52%) e até Marina (50%) entram na banda escura da imagem. O que significa isso? ora, rejeição plena aos políticos. Donde se pode concluir que a campanha eleitoral de 2016 será uma das mais duras para os candidatos. Analisemos as causas que alimentam o processo de rejeição dos governantes e representantes do parlamento.

O primeiro fator é a falta de compromisso do político para com suas bases. As promessas Freitas ficam longe dos feitos. As massas são manipuladas e a mistificação se espraia. Engôdos, promessas mirabolantes, escapismo. Essa é a tônica dos discursos de campanha. Mas os tempos mudaram. Para começar a observação: o povo não quer mais ser considerado massa de manobra, como ainda supõe uma categoria de e políticos ultrapassados, que pensam em se perpetuar no poder com uma mala de dinheiro na mão, uma promessa na boca e a enganação do aperto de mãos e das tapinhas nas costas”.

Consideremos esse cenário.

“Sob esse painel emerge a questão: com que cara um político, candidato ou não, aparecerá em suas bases para pedir o voto? Vai ser difícil convencer as galeras que ele, seja quem for, merece voto. Poucos terão coragem de dizer que fizeram algo, mostrando o que prometeram. Alguns se despedirão da política. Muitas caras novas aparecerão na paisagem. A população começa a fechar o ciclo da velha política.”.

E ainda digo que tem muito mais coisas a acontecer. Tem muito prefeito que se mantém apoiado em um cenário de filme. Tudo artificial. Muitas vezes a realização nem sempre combina com a legitimidade. Se aprofundarmos a investigação sobre aquilo que foi feito, muita lama haverá de derramar da barreira de contenção, representada pela publicidade enganosa que mascara a verdadeira imagem. Os mensalões e os petrolões, lava jatos,  estão aí para mostrar que sob um fundo falso se esconde muita corrupção, muita ilegalidade, muita imoralidade no trato dos recursos públicos.

Vamos ficar na expectativa para ver se realmente nosso povo vai realmente dar essa lição de moral e civismo, ou vai continuar protegendo esse corja política que se esconde sob a proteção dos recursos públicos que são largamente utilizados para aprofundar esse caos.
Segundo o folclore político, recentemente no município de Viseu um candidato a prefeito ao procurar um dos “cabos eleitorais” (com o tempo já era pra ser de maior patente, não simplesmente cabo), avisou: Vem para o meu partido se tu quiseres te eleger. Do nosso lado terás ajuda. Contra nós, se visitares uma casa e deres R$ 100, ou mando alguém atrás para dar R$ 1.000,00. Dinheiro para isso não nos falta! O aviso está dado!
Espero que nosso povo tenha a coragem, a dignidade, a ética e a moral para denunciar esses casos, pois o Ministério Público e a Justiça Eleitoral estarão atentas para todo esse tipo de ilegalidade que cerca um processo eleitoral.






terça-feira, 13 de outubro de 2015

II FEIRA LITERÁRIA DO PARÁ - FliPA

II Feira Literária do Pará - FliPA
Uma reunião de escritores paraenses mostrando um pouco de sua arte


Livros e reencontro
Aplaudo, em conseqüência, a Feira do Livro do Pará, que este ano fez Adalcinda Camarão a homenageada.

O senso comum tem afirmado que onde os livros são abundantes, menor é a necessidade de construir presídios. Ainda que tal afirmativa mereça restrições, é inegável a boa intenção que a provoca.

As crises, a atual e tantas quantas lhe tenham antecedido, além das que ainda serão criadas, raramente saíram (ou sairão) da cabeça dos que leram livros. Nem por isso consideramos a obra – impressa ou eletrônica – artigo dispensável. Assim, o uso que se faz do aprendido nos livros deve ser posto em questão.

Validada a afirmativa inicial, fácil se torna relacionar livros à liberdade. Se penitenciarias resultam em grande medida da ignorância, não é menor a probabilidade de que a construção de escolas seja indesejável para os que se aproveitam do baixo nível da educação.  Daí decorrem as permanentes tentativas de evitar que maior numero de pessoas tenha acesso à leitura.

É salutar, portanto, toda iniciativa de aproximar os livros dos que desejam ler. Em si mesmo meritória, qualquer decisão que atraia leitores habituais ou apenas potenciai deve ser destacada. Mas, ainda, quando homenageia autor ou autores cuja contribuição ao conhecimento de sua província pode ser importante passo para o conhecimento do universo. Temerária é a tentativa de saber do universal quando o local é negligenciado. Leon Tolstoi sabia disso. E o disse.

Imagine-se inédita a obra do escritor russo. Ter-se-ia perdido a oportunidade de refletir sobre a frase, que se tornou clássica e insistentemente referida, pela síntese perfeita da condição humana e da inserção do homem na sociedade. Seja o universo, seja o círculo de vizinhos mais próximos.

Aplaudo em conseqüência, a Feira do Livro do Pará, que este ano fez de Adalcinda Camarão a homenageada. Talvez nela encontremos belo exemplo da confluência do local e do universal. Bastaria mencionar que, transferida para os Estados Unidos da América do Norte, permaneceu marajoara (nascida em Muaná), ao mesmo tempo que cosmopolita.

A reunião de expressivos e respeitados escritores do Pará, dias 17 e 17 próximos, mais que um evento de caráter comercial, traz consigo a marca do interesse pela cultura e do culto à liberdade. A Fox Vídeo, cujo simpático e acolhedor espaço tem alimentado o amor aos livros, marca esta época de neoliberalismo voraz, como o anuncio de que é possível vencer obstáculos e oferecer perspectivas e esperança que aos poucos se vão diluindo, ao tilintar das moedas.

A compreensão do que há de universal, para além do sistema econômico que escraviza e pune, certamente será dada pela maioria dos participantes da FliPA. A mim, como a alguns outros, caberá tratar do que de mais próximo experimentamos. É assim que posso apresentar meu As casas que moram em mim, livro elaborado ao sabor das experiências vividas nos diversos lugares em que escrevi algum pedaço de minha história. Nem o nome de meus convivas foi esquecido – para o bem e para o mal. Aos que eu tiver a felicidade de reencontrar, desde logo apresento votos de boas vindas.


José Seráfico é professor da Universidade Federal do Amazonas (E-mail: jserafico@uol.com.br)

Artigo publicado no jornal O LIBERAL, edição de 13/10/2015 – Caderno Atualidades, seção Opinião, página 2.


Margarida Schivazappa A Primeira Dama do Teatro Paraense 
Livro biográfico que foi lançado na I LliPA - Feira da Literatura do Pará

IMAGENS DA I Feira Literária do Pará - FliPA
Com Salomão Larêdo e o casal Paraguaçu Eleres e esposa 

Com a prima Glória Leão e seu marido Joaão e um netinho

Com amigo escritor Antonio José

Com minha cunhada Derli Rodrigues

Com minha sobrinha Tais Pantoja

Com a Defensora Pública Selma Freitas e sua filha Vitória Freitas

Com Selma Freitas, Vitória Freitas e a produtora cultural Debora

Com o professor Escritor João de Jesus Paes Loureiro

A grandeza da solidão: autografando um livro

Com meu irmão Vital Pantoja

Com meu irmão Vital Pantoja e o maior nome da literatura Paraense atual, 
Salomão Laredo

Com Júlia Cristina, minha ex-colega de trabalho no BB

Escritores paraenses com obras expostas na II FliPA - Feira da Literatura do Pará


II FEIRA DA LITERATURA DO PARÁ - FliPA
Uma feira somente para escritores paraenses