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| Mais que amizade: Respeito! |
DE VEZ EM QUANDO PRECISAMOS BALANÇAR A "ARVORE DAS AMIZADES", PARA AS PODRES CAIREM
Neste final de
semana estive conversando com alguns amigos do Banco do Brasil/Paragominas, quando tive a oportunidade de recordar alguns momentos da minha vida como bancário do BB.
Cheguei ao Banco do Brasil, Agência em Paragominas em fevereiro de 1983. Recém-saído do Banco do Estado do Pará onde trabalhei por vários anos, sempre na Direção Geral, no Departamento de Crédito Rural.
No BANPARÁ tive excelentes mestres: Carlos
Medeiros, o chefe do Departamento de Crédito Rural; Cláudio Rayol, chefe de
Divisão de Crédito Rural. Lembrei-me do saudoso amigo Raimundo Ueno, meu colega
de trabalho e parceiro em muitos trabalhos que realizávamos (para ajudar
clientes em dificuldades com seus projetos). Um trabalho para solucionar
problemas que os órgãos técnicos não solucionavam. Era um trabalho sem qualquer
interesse financeiro. Quem mais me apoiava no BANPARÁ era seu
Diretor de Crédito Rural, Dr. Nelson Ribeiro, que mais tarde seria Ministro Estado. Esse não foi um chefe, foi um
padrinho. Gostava muito de meu trabalho!
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| Será isso verdade? |
Cheguei ao Banco do Brasil, na Agência de Paragominas no dia 04 de fevereiro de 1983. Foi uma mudança de vida radical. Tive que mudar com toda família. Esposa e três filhos, dois meninos e uma menina (Gabriel, com 4 anos, Carolina, com 3 e Angelo, com apenas 2). Apesar da mudança, não foi difícil de me ambientar.
Lembro que naquela época dizíamos que os funcionários diziam que o lugar que tivesse um
campinho de futebol, uma Igreja e uma agência do Banco do Brasil, era um bom
lugar para se morar. Lá tinha tudo isso. Naquela época Paragominas era conhecida como a Capital do Boi Gordo e da Madeira, Mas também, tinha a fama e era conhecida como “Paragobala” (uma cidade muito violenta). Gostei do lugar e fui me ambientando
rapidamente. Hoje está mudada. É Paragobela!
Naquela
agencia construí belíssimas amizades no BB: Francisco Sá (meu primeiro superior), Manoel Everaldo (um irmão que hoje reside em Brasilia e que sempre quando vou a capital federal nos encontramos), Ruy, Eunice Carneiro/Guilherme, Graça (Altair)
e Cristina Quadros/Paulo Eldo. Altair e Paulo Eldo, Antonio Maria, João Ailton, Reinaldo, Marco Aurélio. Alguns já estão no
convívio do Criador. E tem muitos outros bons amigos que até hoje fazem parte de um grupo de whatsapp: AMIGOS DO BB PARAGOMINAS. Mas tem duas amigas que formamos um grupo especial: Os 3 amigos: Eu, Eunice Carneiro e Julia Cristina.
O pessoal do BB/Paragominas tinha um humor fantástico. Pegar peças nos novos funcionários era a especialidade do Grupo. Um mês depois de ter assumido, uma noite o Francisco Sá que era meu Supervisor no Setor de Operações – SETOP chegou a nossa casa com uma novidade. No dia seguinte assumiria um novo gerente para a agência. Ele queria falar comigo. Na hora eu pensei: é um trote. O que poderia querer um gerente novo com um funcionário que tinha apenas um mês de banco?
No dia seguinte logo que cheguei na agência, o Sá me falou para ir lá com o gerente novo. Entrando na sua sala, Ele me pediu para sentar. Eu continuava a acreditar que era um trote. Começou a me fazer algumas perguntas:
- O senhor foi funcionário do BANPARÁ?
- Sim (respondia timiddamente).
Trabalhava em que setor?
- No Departamento de Crédito Rural
- O senhor sabe distinguir entre uma rês Nelore de uma Gir?
- Sim (no BANPARÁ trabalhei em muitas Exposições Feiras Agropecuárias)
- Sabe a diferença entre um pé de feijão e um pé de Milho?
- Sim
·- Sabe o que é uma coivara?
- Sim
Falei também que
além de trabalhar na área rural também era graduado em economia, com Especialização em Elaboração e Análise de Projetos e em Crédito Rural..
Ele nem
pensou muito e disse: O SENHOR É A
PESSOA QUE EU PRECISO PARA SER FISCAL RURAL DO BANCO.
A surpresa
foi imensa. Não sabia onde por as mãos.
Mas, ao fim da conversa, eu ainda pensava ser um trote. Afinal aquela Função
Comissionada era uma das mais cobiçadas entre os colegas. Terminou minha
conversa dizendo: O Senhor será o "Meu Fiscal". Começa a trabalhar na função agora
mesmo! O senhor vai ter uma função muito importante na moralização dessa
agência.
Ninguém na agência atendeu como aquilo estava acontecendo. Um funcionário recém-chegado ao Banco já assumia uma das mais importantes funções na Agência. Aquele gerente novo do Banco do Brasil Paragominas era o senhor Anivaldo Juvenil Vale.
Ali nasceu uma
amizade profunda. Uma amizade que foi se estendendo a sua família (esposa,
filhos, na época ainda bem pequenos – acho que eles nem lembram disso). Anivaldo Vale e dona
Ana Dutra tornaram-se meus amigos e amigos de minha esposa e admiradores de meus filhos.
Durante o tempo que ele permaneceu à frente da agência exerci minha função com muita dignidade. Algum tempo depois ele foi transferido para outra agência do BB.
Tempos depois encontrei o Anivaldo Vale em uma Exposição Feira Agropecuária, no Município de Tomé Açu, onde era gerente do BB. Perguntou-me: - “ainda estás na fiscalização? Sim, respondi. E ele: - Meu olho clínico nunca me enganou!”
Depois elegeu-se deputado federal. Sempre que ia a Brasília visitava seu gabinete. O tempo passou mas, a amizade e o respeito continuou e continua até hoje pois reverencio sua lembrança a lembrança daquele casal amigo.
Foi uma amizade que durou em vida e a gratidão continua mesmo depois de sua partida para os braços do Criador!
Por sinal o Cristiano Vale em seu primeiro mandato foi uma pessoa que muito colaborou para o bom desempenho do trabalho que realizo em prol da emancipação do Distrito de Fernandes Belo. Seu apoio foi bem mais forte quando assumiu o cargo de deputado federal (isso já foi objeto de algumas postagens anteriores). Depois esse apoio foi diminuindo. Seu apoio não se resumiu só a luta pela emancipação do Distrito.
Por um longo tempo mantive a mesma relação de amizade com seus filhos. Sempre tive boas relações com Cristiano Lúcio e Leonardo Vale.
No final do
ano de 2021 passei por um sério problema de saúde. A ajuda que recebi do
Cristiano Vale foi muito importante para superar aquele momento difícil. Exames médicos e medicamentos foram adquiridos com sua ajuda pessoal.
Meu ultimo
contato com ele foi às vésperas da eleição suplementar de 2022. Depois dessa
eleição nunca mais tivemos a oportunidade de conversar. Desconheço os motivos
que provocaram essa situação. Já procurei ter um contato pessoal com ele, sem
sucesso.
Dias atrás fiquei sabendo através de amigos que a razão da distensão é que eu teria feito alguns comentários desabonadores a respeito de seu pai. O estranho disso tudo é que nunca partiu de mim nenhum comentário contrário a uma das pessoas mais importantes da minha vida, quer no aspecto profissional como no campo pessoal.
Sempre tive grande respeito pelo casal Anivaldo Vale/Ana Dutra Vale e pelos seus filhos. Esse respeito à memoria da casal permanecerá até a eternidade.
Alguns anos depois ao lado do seu filho Cristiano, na sua primeira eleição, tive a oportunidade de trabalhar pela moralização, agora de um Município. Participei de uma reunião política na Cidade de Viseu, na APEVI, lembro como se fosse hoje, falei muito na conficança que seu pai depositou em mim. Podia falar sobre moralização. Hoje eu e Cristiano, não conversamos mais. Não sei as razões desse afastamento.
Mas, o ambiente político é nefasto. Pessoas tentam denegrir a imagem de outros que de certa forma lhe incomodam. Divergências políticas podem até existir. A política passa. Mas, as pessoas e suas amizades construídas no seio da família, permanecem.
Diz o dito
popular que amigos são coisas para se guardar debaixo de sete chaves. Anivaldo
Vale/Ana Dutra Vale permanecerão guardados debaixo de sete chaves, no lado
esquerdo do meu peito, no coração, até o fim dos tempos.


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