segunda-feira, 27 de abril de 2020

A FORÇA SIMBÓLICA DE UM ABRAÇO, DE UM BEIJO E DE UM APERTO DE MÃO, NO TEMPO DO CORONAVÍRUS



Dona Nadir ladeada por alguns de seus filhos e netos
Sou da geração Paz & Amor. Era interessante quando encontrávamos um amigo cumprimentávamos um ao outro com um sinal de dedos em forma de “V”. Depois da febre do Paz & Amor, veio a Jovem Guarda. E aí bicho? Morou? É papo firme! É uma brasa mora!
Tanto em um quanto em outro tempo, havia uma simbologia maior da amizade: era o abraço e o beijo suave na face. Que coisa mais emocionante. Um simples gesto, mas, que traduzia carinho, afeto, amizade, respeito, consideração, até amor.
Entre um abraço e outro muita amizade se solidificou. Muita história aconteceu e muitos amores iniciaram com o que parecia mera demonstração de amizade: um abraço.
Mera para alguns, porém, para muitos era um gesto que significava a mudança de uma vida:
Vem de lá um abraço dizia alguém, para uma pessoa que se sentia triste, deprimida, sem vontade de viver. Aquele que parecia um simples abraço significava o oxigênio que sua vida precisava.
Meus parabéns! Você venceu! Receba um forte abraço como reconhecimento de minha alegria....
Você está triste, amigo? Deixa eu te dar um abraço, que tudo vai mudar....
Soube que você tirou a média mais alta na prova de matemática. Merece um abraço!
Que triste, amigo não conseguiu fazer nada na prova? Vem cá! Receba um forte abraço como prova de confiança. Na próxima você vai se sair bem...
Então, houve um tempo em que tudo se resolvia com um abraço. E logo após esse abraço, o beijo na face, na testa, no ombro, era inevitável. Era o selo para um gesto tão humano!
Mas impressionante mesmo diante da expressão de um sentimento nobre, cheio de pureza, havia quem não gostava. Havia quem achava o abraço, o beijo, gestos abusados. Um gesto desrespeitoso. Triste!
Hoje vivemos o tempo do coronavírus. Vivemos a crise do isolamento social. Vivemos o estado de quarentena. Não se pode abraçar, não se pode beijar, não se pode sequer olhar de muito perto. Os “homens” até limitaram o espaço mínimo entre um ser e outro: um metro e meio. E assim a vida segue...
Já faz algum tempo que ninguém abraça, ninguém, beija, ninguém chega muito perto um do outro. Como parece que o mundo de repente ficou vazio!
O silencio tomou conta dos espaços. Não se houve o barulho das conversas, não se ouve o burburinho das mesas, não se houve o aplauso para os artistas, não se ouve o grito das torcidas nos campos de futebol. O mundo ficou em silêncio!
Para quebrar esse silencio, apenas o barulho da agonia do ser humano por se descobrir sem um hospital com UTI, sem um posto de saúde com um atendimento básico mínimo, sem uma vacina para essa pandemia que ameaça a tranquilidade do mundo.
O mundo inteiro está sentindo falta de um abraço, de um beijo!
No meio de tudo isso tem gente que nunca deu valor a um abraço, um beijo fraterno. Sempre enxergou esses gestos como algo muito desrespeitoso. Essas pessoas devem estar alegres da vida neste momento. Essas pessoas que nunca reconheceram no afeto, no carinho, no amor, a tradução do mais puro sentimento que pode brotar do coração do ser humano. Sim ele nasce do coração!
É doloroso saber que existem pessoas não valorizam o abraço, o beijo, o aperto de mão, que são capazes de vender sua alegria por qualquer dinheiro. Judas vendeu o amor, a esperança, a amizade, a fraternidade, o respeito, por apenas trinta moedas.
No mundo de hoje elas existem. E são capazes de vender tudo isso por 30 dinheiros. Pessoas que não valorizam a força da amizade, do companheirismo, da felicidade.
O que será dessas pessoas quando amanhã o mundo despertar dessa crise e virem as pessoas correrem ávidas procurando seu semelhante em busca de um abraço, de um beijo, quem sabe até de um simples aperto de mão?
Neste momento de isolamento social, de quarentena, estamos só eu e minha mãe, uma senhora com seus noventa e oito de idade. Ainda a pouco ela assistia a Missa pela TV Aparecida e chorava copiosamente. Eu cheguei bem perto dela e perguntei:
- Mãe, por que esse choro?
E ela em meio a copioso pranto me respondeu:
- Estou sentindo falta das pessoas!!!
Só não desabei porque devo ser o esteio da vida em nossa casa neste momento. Somos nove irmãos. Alguns morando aqui mesmo em Belém. Outros em outras cidades, outros Estados. Mas, todos em seus isolamentos domésticos. Evitam o máximo aproximarem-se um do outro.
Conversei, rezei com ela, fizemos a nossa Consagração a Nossa Senhora Aparecida e ela por fim se acalmou. Finalmente adormeceu!
A abraço, o beijo, o aperto de mão, podem ser a tradução do mais belo gesto de fraternidade bem perto, ao alcance do ser humano!
Chega aqui bem perto!
Deixa eu apertar tua mão?
Deixa eu te dar um abraço?
Deixa eu te dar um beijo?

domingo, 26 de abril de 2020

CONFEAB – Confederação dos Emancipacionistas e Anexionistas do Brasil comemora seu primeiro ano de criação

CONFEAB - Alguns membros da primeira diretoria

No dia 23 de abril de 2019, representantes de Federações Emancipacionistas do Brasil reuniram-se em Brasília, no Anexo IV da Câmara dos Deputados, Auditório Freitas Nobre, para a criação da Confederação das Federações Emancipacionista e Anexionista do Brasil – CONFEAB. A Confederação nasceu de fato nessa data, mas, de direito só começa a existir legalmente no dia 11 de junho de 2019, data em que foi efetuado o registro de seu Estatuto Social, no livro B-128, sob o nº de ordem 00013324, do Registro de Títulos e Documentos do Cartório do 1º Ofício do Registro Civil de Pessoas Jurídicas, da Comarca de Belém.
Apresentação do Estatuto Social da CONFEAB

AG de Criação da CONFEAB

São fundadoras da CONFEAB as federações dos seguintes Estados: FADDEPA (Pará), FAEASP (São Paulo), FAEGO (Goiás), FADDEAM (Amazonas), FEASDEMAPE (Pernambuco), FADDEPA (Bahia) e as Federação dos Estados do Mato Groso e do Acre (em formação). Ausentes os Estados do Ceará e Maranhão e Rondônia (estes dois últimos por não possuírem sua federação naquela oportunidade.
Hoje o Estado do Maranhão já possui sua federação, a FECOPEMA, que em breve estará se filiando a CONFEAB.
Após a criação, foi eleita e empossada a primeira diretoria da CONFEAB, que ficou assim constituída:
Presidente: Antonio Pantoja (Pará – Fernandes Belo/Viseu)
Vice-presidente: Clayton Leite (São Paulo – Vicente de Carvalho/Guarujá)
Secretária: Telma Reis (Pará – Icoaraci/Belém)
1ª Secretaria: Sandra Capovilla (São Paulo - Campinas)
Tesoureiro: Richard Rodrigues (Pará – Mosqueiro/Belém)
1º Tesoureiro: Iris Santos (Pará (Marudá/Marapanim)
CONSELHO FISCAL – EFETIVOS
José Crescêncio (Bahia – Pilar/Jaguarari)
Renaldo Serrão (Amazonas -)
Nelson Tadeu (Pernambuco – Fátima/Flores)
CONSELHO FISCAL – SUPLENTES
Francisco Cesar (Ceará)
Guildomar Oliveira – Charqueiro (Acre – Plácido de Castro/)
Marcos Lemos (Ceará – Morada)
CONSELHO CONSULTIVO
Mário Hesketh (Pará - Belém)
Augusto Cesar (Pará – Lago Grande do Curuai/Santarém)
Antonio Fábio (Amazonas – Canumã/)
Ubiratan Filadelpho (Pará – Moraes Almeida/Itaituba)
DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO
Alice Andrade (Brasília)
Carlos Ktê (Ceará – Jurema/Caucaia)
DIRETORIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS
Miguel Costa (Pará - Marabá)
Francisco de Assis (São Paulo – Caucaia do alto/Cotia)
Pedro Rondão (Mato Grosso)

Já investidos na qualidade de presidente, vice-presidente e diretores da CONFEAB, participamos de alguns eventos e visitas protocolares, onde fomos tratar de assuntos pertinentes a nossa luta pela criação de municípios no Brasil, bem como
agradecer o apoio recebido para a realização de nosso evento.
Visitamos os gabinetes dos deputados federais Vavá Martins e Cristiano Vale, ambos do Pará. E levados pelo deputado Cristiano Vale (PA) visitamos o deputado Giovanni Cherini (RS), com o qual tratamos de assuntos referentes a organização da luta junto às lideranças políticas de bancadas estaduais.
Com o deputado federal Vavá Martins/PA
Com o deputado federal Cristiano Vale/PA
Com os deputados federais Cristiano Vale/PA e Giovani Cherini/RS

A convite do deputado Federal por São Paulo, o Príncipe Dom Luiz Philippe de Órleans e Bragança, da Família Real brasileira, participamos do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Reforma Política. Participamos também da reunião da bancada paraense.  
Com o deputado federal Príncipe Luiz Philippe de Órleans e Bragança/SP
Criação da Frente Parlamentar em defesa da Reforma Política

Com o deputado federal Cristiano Vale/PA
.Reunião da Bancada Paraense 


CORONA VÍRUS: Cumprir com os protocolos de proteção é fundamental



CORONAVÍRUS: Saiba quando procurar ajuda
Uma das maiores crises do sistema de saúde mundial dos últimos anos, o Coronavírus, também chamado de COVID 19, tem tirado a tranquilidade de muita gente. Governos, órgãos mundiais de saúde, sociedade, todos vêm se unindo para desenvolver as melhores formas de enfrentar essa pandemia, que teve origem na China e vem assombrando o mundo.
Essa crise revelou uma das faces mais vergonhosas de nosso país. A fragilidade do sistema de saúde. Nossos hospitais não possuem a menor condição de enfrentar um problema de característica pandêmica. Esse problema que escandaliza as grandes cidades, mostra a realidade cruel e desumana nas cidades de menor porte.
A rede privada enfrentou um congestionamento sem precedentes. A rede privada que antes já viva a imagem do caos, hoje revela uma imagem dantesca.
O quadro se desenha com as tintas mais cruéis que se pode imaginar: Hospitais sem leitos de Unidade de Terapia Intensiva - UTI (o mínimo necessário), insuficiência de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, pessoal de apoio, medicamentos, insumos básicos para atendimento ambulatorial, são chagas do sistema de saúde no Brasil.
Diante desse cenário de terra arrasada, encontramos verdadeiros heróis da administração pública. Prefeitos de pequenos municípios que lutam com uma carência sem limites, “fazem das tripas coração”, para manter seus municípios livres ou com incidência mínima de casos de contaminação.
Boletins expedidos pela Secretaria de Estado de Saúde do Pará revelam que nossa região apresenta o seguinte quadro epidemiológico: Augusto Correa (6), Bragança (13) Capanema (13), Viseu (1).
Viseu apresenta o menor índice de ocorrências em toda a região. Esse quadro nos dá a certeza de que ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde –SEMUS/Viseu aliadas à colaboração da comunidade vem dando certo. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo município, devido pela precariedade do sistema de saúde da região e principalmente do município de Viseu, que conta somente com o Hospital da Bem-Aventurança, que é mantido por uma entidade religiosa e opera em regime de convênio com o município.
Complementado a retaguarda de saúde do município hoje Viseu conta com um elevado número de Unidades Básicas de Saúde têm sido inauguradas e reinauguradas em todo o município: Braço Verde (inaugurada), Açaiteua, Cidade Nova e Piquiateua (reinauguradas).
UBS Braço Verde
UBS Açaiteua 
UBS Cidade Nova 
UBS Piquiateua

Aliado a isso, tem as campanhas promovidas pela prefeitura, para a distribuição de cestas básicas e kit limpeza, distribuídas às famílias que possuem alunos matriculados na rede pública e para famílias carentes do município. (imagens)
Um ponto   favorável a administração do prefeito Isaias Neto, que mostra perfeita sintonia com os problemas da comunidade, mostrando a fase humanitária de seu governo.

AÇÕES DE PREVENÇÃO AO CORONAVIRUS: Como proceder
SAIBA QUANDO PROCURAR AJUDA
CORIZA: Fique em casa
CORIZA + FEBRE: Fique alerta em casa
CORIZA + FEBRE + TOSSE: Procure uma unidade de saúde
CORIZA + FEBRE + TOSSE + FALTA DE AR: Procure o serviço de urgência
Siga o protocolo médico 
UM CASO QUE NÃO É DE VISEU
Estatística informada no último sábado mostraram mais um caso ocorrido em Viseu. As autoridades sanitárias do município trataram logo prestar a informação adequada. Apesar da pessoa atestar positivo para o vírus, ela apesar de ser filha de Viseu, reside na capital do Estado. Portanto, não pode e nem deve ser computada como um caso de Viseu. A SEMUS/Viseu prontamente esclareceu a situação. 


Informativo da Prefeitura de Viseu








segunda-feira, 20 de abril de 2020

VISEU/COMBATE AO CORONAVÍRUS: A eficácia das barreiras sanitárias

Onde você quer estar amanhã? 


Vejo com muita a preocupação a proliferação de barreiras nas estradas que levam às vilas do Município de Viseu. São inúmeras espalhadas nas entradas das vilas.
A Prefeitura de Viseu quando começou a desenvolver ações visando conter o avanço da pandemia no município o fez obedecendo os protocolos médicos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde/Ministério da Saúde/Secretaria de Estado de Saúde/Secretaria Municipal de Saúde.
Decretos publicados nos diversos níveis da administração pública orientam medidas de prevenção ao avanço do coronavírus.      
Dentre essas medidas a SEMUS/Viseu determinou que barreiras sanitárias fossem montadas na entrada das Vilas de maior concentração urbana. As ações tiveram o resultado esperado. Até agora não existe nenhum caso confirmado de contaminação pelo coronavírus.  O caso isolado ocorrido com a senhora de idade avançada que aconteceu ontem ainda está enquadrado no caso dos suspeitos. Somente após a liberação do resultado do exame do material coletado e encaminhado ao Laboratório Central do Estado do Pará – LACEN, é que poderemos ter a confirmação ou não do contágio.
É prudente que as pessoas continuem a obedecer às orientações da SEMUS.
Notícias vindas de várias partes do município informam que a comunidade está montando barreiras improvisadas com a finalidade de impedir a entrada de pessoas estranhas às vilas. Essas barreiras são importantes, porém, devem ser realizadas sob rígido controle de equipes compostas por profissionais de saúde. A aglomeração pura e simples de pessoas sem o menor preparo para cumprir os protocolos médicos pode prejudicar ao invés de ajudar.
Existem muitas pessoas que estão querendo voltar para casa. Impedi-los não é a solução. O ideal é que essas pessoas que estão se dispondo a colaborar com os profissionais de saúde que estão operando nessas barreiras mantenham sob vigilância os recém-chegados. Teria um resultado muito mais eficaz.
Devemos ter em mente que esse quadro pandêmico nos coloca em três situações:

ISOLAMENTO: Pessoa que testou positivo para o COVID 19;

QUARENTENA: Pessoa que esteve em contato com alguém que teve o vírus e está aguardando para ver se tem os sintomas; e

DISTANCIAMENTO SOCIAL: Pessoa que está fazendo sua parte para reduzir o risco de transmissão.

Agora você já sabe distinguir uma coisa de outra. Pratique o DISTANCIAMENTO SOCIAL, para não cair em QUARENTENA e acabar em ISOLAMENTO.
Saia da Rua. Permanecer com essas barreiras improvisadas sem condições de praticar os protocolos médicos é colocar em rico maior toda uma comunidade. A aglomeração de pessoas sem os Equipamentos de Proteção Individuais - EPIS necessários aumenta ainda mais o nível de transmissão e contaminação. Pensem nisso!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: O que fazer para contribuir com a SEMUS/Viseu

SEMUS - Secretaria Municipal de Saúde de Viseu 
            A Prefeitura do Município de Viseu, sob o comando do prefeito Isaias Neto, vem adotando medidas que têm se mostrado eficazes no combate ao Coronavírus. O resultado dessa politica que vem sendo bem desenvolvida pelo SEMUS/Viseu reflete nos boletins epidemiológicos que são atualizados sempre às 18 horas de todos os dias da semana. 
Até esta data Viseu não apresentou nenhum caso de contaminação pelo COVID-19:  

      ZERO DE CONTAMINAÇÃO

          Recomendações sobre medidas a serem tomadas para a prevenção do vírus, tais como: Lavar bem as mãos, melhorar práticas de higiene pessoal, usar máscara e luvas e manter distância social.
No caso de entrar para o grupo dos casos suspeitos, recomendações sobre o que fazer se por acaso for infectado pelo vírus:

A - ALGUMAS SUGESTÕES:
1.      Coisas que realmente precisa de comprar
1.1. Caixa de lenços de papel - importante por ser descartável
1.2. Papel toalha
1.3. Paracetamol
1.4. Um Xarope para tosse - disponível nas farmácias (prestar atenção no rótulo para não duplicar no paracetamol)
1.5. Limão, própolis (sem álcool) e mel funciona da mesma maneira
1.6. Vick Vaporub para dor no peito e garganta, também é uma boa opção para tosse - passar na sola dos pés e calçar meias;
      2.      Se tiver um umidificador, use no seu quarto quando for dormir;
3.      Use nebulizador somente com soro fisiológico (não compartilhe o nebulizador), se não tiver pode ligar o chuveiro na água quente e ficar no box fechado, inalando o vapor da água por uns 10 minutos - dica jogar um pouco de essência de eucalipto no chão do box para inalar, ajuda a descongestionar os brônquios
4.      Se tiver histórico de asma, assegure-se que a sua bombinha não esteja fora do prazo, se tiver compre uma nova
5.      Tenha muitas frutas e sopas ou caldos congelados na geladeira, a falta de apetite é grande, discipline-se e mantenha-se alimentado (dê preferência a legumes e proteínas)
6.      Faça um estoque dos seus sucos favoritos para poder variar, mas água e chá são preferíveis (confira seus galões de água mineral - se necessário)
7.      Inclua vitaminas D e C (recomendo acetilcisteina) para uso diário, melhorar a imunidade é essencial;

B - O QUE FAZER SE COMEÇAR A APRESENTAR OS SINTOMAS

1.      Se tiver febre acima dos 38°C, é melhor tomar paracetamol em relação ao ibuprofeno; paracetamol 1000 (um comprimido de 8/8 h)
2.      HIDRATE-SE, porque o vírus acomoda-se mais rápido em garganta seca
3.      Faça gargarejos com água (na temperatura ambiente) e sal
4.      Descanse muito!
5.      Não deve sair de casa mesmo se começar a se sentir melhor, porque estará infectado durante 14 dias, repouso e afastamento social é essencial
6.      Não entre em contato físico ou num mesmo ambiente com pessoas idosas ou com problemas de saúde, se não tiver como evitar use máscara, luvas, óculos e roupas de manga e calças compridas, amarre os cabelos, faça a barba, separe seu lixo, só tussa com um lenço protegendo a boca, se espirrar idem, tampe o nariz com um lenço descartável - proteja quem você ama
7.      Peça a amigos e familiares que deixem o necessário do lado de fora da sua porta para evitar contato, higienize as embalagens e a casa com vinagre de álcool (evite produtos com cheiro forte para não ter alergias)
8.      Se a febre aumentar acima dos 39°C e não conseguir controlar ou tiver dificuldade respiratória, contate profissionais da saúde de sua cidade, só vá ao hospital como último recurso, o perigo de contágio é grande
9.      Fique calmo, e prepare-se de maneira organizada que tudo ficará bem. Tudo isso vai passar
10.  OBS: Não seja egoísta, compartilhe essa mensagem com os outros e seja solidário para salvar vidas.


NOTA: Orientação de profissional de saúde que está trabalhando diretamente com pacientes infectados pelo coronavírus.



terça-feira, 14 de abril de 2020

REINAUGURAÇÃO DA UBS EM AÇAITEUA

Unidade Básica de Saúde Anézio de Araújo Pinheiro
Açaiteua - Viseu/PA

Na manhã desta segunda feira, 13.04.2020, foi reinaugurada a Unidade Básica de Saúde Anézio de Araújo Pinheiro, em Açaiteua, Distrito de Fernandes Belo, município de Viseu/PA. A reinauguração foi inicialmente programada para o dia 04/04. Porém, devido a prioridade nas ações preventivas de combate a grave crise de saúde que assola o País e o mundo, a solenidade precisou ser adiada.  
Cumprindo a política de austeridade em respeito às ações desenvolvidas pela Prefeitura de Viseu na prática de ações preventivas à proliferação do Coronavírus, a inauguração da UBS ocorreu em meio a uma solenidade simbólica, que contou com a presença do prefeito Isaias Neto e autoridades dentre eles a Secretaria de Saúde, alguns vereadores e servidores da unidade de saúde.
Após o Ato, o prefeito Isaias Neto, agradeceu a compreensão da população de Açaiteua pelo caráter restrito da inauguração e declarou a Unidade de Saúde aberta para o atendimento da comunidade.
Descerramento da placa da UBS

Prefeito Isaias Neto e a equipe de profissionais de saúde da UBS


 Fonte: SECOM/Prefeitura Municipal de Viseu (Jair/Adenilton)
               

ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO PELA CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS NO BRASIL



Brasília - Câmara dos Deputados: Seminário pela regulamentação de novos municípios 
Desde a edição da Emenda Complementar nº 15/96, de autoria do deputado federal Cesar Bandeira (MA), o brasil não criou nenhum município. Essa EC deu a redação atual da Constituição Federal em seu artigo 18, parágrafo 4º, e diz o seguinte: “A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei”.
E já vamos completar vinte e quatro anos de espera pela regulamentação desse normativo. Até então, apesar de vários Projetos de Lei Complementar e várias Emendas à Constituição serem objeto de apreciação pela Câmara e Senado Federal, alguns sendo aprovados, mas sendo vetados pela autoridade presidencial de plantão.
Existem no Brasil alguns distritos que sofrem por causa desse esse vazio legislativo. Muitos desses distritos por suas características há muito já deveriam ter galgado a condição de novos municípios.
Alguns distritos pela distância que os separa da sede do Município. Outros pela altíssima concentração urbana: Cachoeira da Serra e Castelo dos Sonhos, Altamira (1.000 km), Moraes Almeida, Itaituba (300 km) e Fernandes Belo, Viseu (100 km), todos no Pará; Iauaretê, São Gabriel da Cachoeira (72 horas de barco – 18 horas de voadeira) e Icoaraci, município de Belém/PA (400 mil habitantes) e Jurema, no Município de Caucaia/CE (170 mil habitantes), são exemplos dessa necessidade.
O alegado vazio legislativo pode ser contornado pela aprovação do PLP 137/2015 ou da PEC 143/2015, pela Câmara Federal ou com o amparo de duas decisões emanadas de Tribunais Superiores:
1.       Tribunal Superior Eleitoral: RESPE 28.560/RO – Autoriza a realização de Consultas Plebiscitárias; e
2.       ADI 3799/MT convalidou a criação de dois municípios no Estado.
Várias foram intervenções junto ao parlamento brasileiro visando a aprovação da Lei que regulamenta a CF, em seu artigo 18, parágrafo 4º, sem que nosso objetivo tenha sido alcançado. Os Projetos de lei apesar de aprovados pelo Senado e pela Câmara dos Deputados com expressiva margem de apoio, foram vetados pela Presidência da República.
A crise pandêmica que o País enfrenta com o Coronavírus escancarou de vez os problemas vivenciados pelos distritos brasileiros. A falta de uma estrutura mínima de saúde nos distritos aumenta consideravelmente o risco que vive submetida a comunidade. Sem hospitais na maioria das sedes dos municípios, sem leitos de UTI (dependendo de hospitais regionais), sem equipes de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem). O risco é eminente.
São razões de sobra para que os emancipalistas do Brasil usem esse momento de crise que vivemos, recolhidos em uma quarentena obrigatória, para trabalhar no planejamento de ações futuras do Movimento Emancipa Brasil.
Tão logo se modifique esse estado de apreensão a Confederação das Federações Emancipacionistas e Anexionistas do Brasil - CONFEAB trabalha com a possibilidade de realizar o V Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas e Anexionistas do Brasil. Esse encontro deve ser o fórum apropriado para discutirmos essa questão.
Muita coisa precisa ser feita para retomar a organização de nossa luta!





As margens do Rio Piriá: Simplicidade, vida, alimento e conhecimento tradicional*

Rio Piria: Simplicidade, vida, alimento e conhecimento tradicional

Na Região Nordeste do Pará, um divisor entre o Primeiro e o Segundo Distrito (sic) do município de Viseu, o Rio Piriá é sobretudo o responsável por alimentar grande parte da população que habita aquela região. Com suas águas correntes as vezes até assustadora, abriga grande variedades de peixes de água doce. É nas suas margens, na época de cheias e período de inverno, que os pescadores da região se embrenham nas suas vargens para pescar, mudando totalmente o jeito habitual da pesca no período do verão.
Notável a forma como os pescadores se organizam com suas redes ou espinheis fazendo uso da pesca artesanal sem agredir o meio ambiente. Percebe-se que eles mostram suas habilidades pesqueiras nestas águas escuras, que para quem não conhece, certamente, não pegará um só peixe. O pescador precisa ter habilidade, coragem e conhecimento tradicional para se embrenhar nas vargens, entrar na água, que também esconde outros predadores e fazer as veredas (caminhos) entre espinhos de marajá ou tintara (planta nativa da região) tucunzeiras e cipós, onde será lançada a rede ou o espinhel.
É assim com esse jeito brejeiro e caboclo que muitos moradores do rio Piriá alimentam suas famílias no período do inverno quando o rio enche e leva o peixe para bem longe.
Posso dizer isso com toda a segurança.  Acompanhado de um grupo de nativos da região me lancei a tal aventura. Essa é o tipo de atividade, onde um citadino não teria coragem e conhecimento suficiente para pescar. As águas volumosas, correntes e escuras do Piriá apresentam esse desafio.
É com essa simplicidade que muitos se sustentam e se deliciam em fartura degustando de maneira sadia o peixe natural das mais variadas espécies da cabeceira do Rio Piriá: Pacu, Mandi, Pintado, Aracu, Anujá, Jandiá, Acari, Traíra, Tubio e tantos outros.  Em toda sua extensão de aproximadamente 720 km oferece alimentação aos seus habitantes.
O Rio Piriá é o segundo rio mais importante do município de Viseu/Pa. Suas águas se cruzam com as águas do Rio Caetecueira e o Rio Gurupi. Juntos desaguam no Atlântico. As margens deste rico rio oferece aos habitantes vida, tranquilidade, fartura e alimentação natural. 
Um tesouro a ser visitado por aqueles que tem espírito aventureiro e são sobretudo amantes da natureza.

Alguns registros deste recanto da Amazônia.






*Raimundo Gonçalves da Silva é funcionário público, professor, historiador, memorialista, presidente da Academia de Letras do Brasil, Seccional Viseu, autor da obra VISEU Histórias entre Passado e Presente.

domingo, 12 de abril de 2020

OS DISTRITOS BRASILEIROS E A LUTA CONTRA O COVID-19

Vista panorâmica da cidade de Viseu - Pará
A pandemia que se instalou pelos quatro cantos do mundo, provocando uma mudança na ordem mundial mostrou de forma contundente a fragilidade dos distritos brasileiros. A situação é bem mais evidente nos distritos que lutam pela sua emancipação no Brasil.
Temos distritos que são maiores que as sedes de seus municípios. Distritos com elevada concentração populacional, como é o caso do distrito de Jurema, no município de Caucaia, Estado do Ceará e do Distrito de Icoaraci no Município de Belém, Estado do Pará. Temos, também, casos emblemáticos, como é o caso dos distritos de Cachoeira da Serra e Castelo dos Sonhos, no município de Altamira, que distam de sua sede por aproximadamente 1.000 km e o Distrito de Moraes Almeida, que fica a mais de 300 km de sede do município de Itaituba, no Pará.
O Estado do Pará é um dos Estados brasileiros com pequenos índices de incidência de contaminação e óbitos do Coronavírus. Até o final da noite de ontem ocupava a 20ª posição no ranking.
O combate ao coronavírus para ser feito de forma eficaz necessita de ter um aparato médico hospitalar que até mesmo em muitas sedes de municípios são item inexistentes: Hospitais com leitos de UTI, médicos infectologistas, respiradores, medicamentos, pessoal qualificado são algumas ferramentas que precisam estar à disposição da comunidade.
Muitas vezes nem mesmo a maioria dos municípios brasileiros contam com esse tipo de estrutura. Aqui em nosso Estado do Pará o atendimento se concentra em hospitais regionais. A distância entre os municípios e os municípios que operam como polos regionais dificultam o atendimento aos infectados nos demais municípios.
Reportemos ao caso de Cachoeira da Serra e Castelo dos Sonhos. Uma distância de 1.000 km separa os distritos da sede do município, Altamira. Até o doente chegar na sede do município, se não for de avião (pequenos taxis aéreos que servem a região) o risco de chegar à óbito é muito grande.
A falta de uma política pública voltada ao atendimento a comunidade provoca esse tipo de discrepância. Município sem hospitais, sem médicos, sem equipes de profissionais de saúde colocados na linha de frente do combate às situações emergenciais como a que o mundo vive nos dias atuais.
Nos grandes distritos brasileiros a situação beira ao desespero. A inexistência desses equipamentos sociais faz com que as populações desses distritos convivam com uma situação de caos eminente. A falta de políticas públicas voltadas ao atendimento de necessidades básicas dos cidadãos reflete no incipiente atendimento à comunidade.
Existem algumas exceções, mas são raras. Uma delas podemos admitir, é o caso do distrito de Fernandes Belo, no município de Viseu, um distrito com aproximadamente 18.000 habitantes. É um distrito maior do que 36 (trinta e seis) dos atuais municípios paraenses. O Distrito não registrou nenhum caso de contaminação até o presente momento. A população, salvo em raras situações, vem mantendo o isolamento social como forma de prevenção do avanço do coronavírus.
A sede do município, Viseu, possui o Hospital da Bem-Aventurança, um hospital mantido por uma Ordem Religiosa, que atende o município, não possui nenhum peito com UTI. O Hospital Regional mais próximo, fica a uma distância de 160 km, dos quais 112 km da BR 308, em péssimas condições e tráfego, devido ao forte inverso que vivemos em nossa região. Viseu é um município com mais de 60 mil habitantes.
As ações de combate à pandemia do Coronavírus desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde - SEMUS, com o apoio das demais secretarias do município, faz da administração do prefeito Isaias Neto uma das mais eficientes no combate a evolução da pandemia. Até o final da tarde de ontem, 11.04.2020, nenhum caso de contaminação confirmado no município.
Essa crise acende de vez a luz amarela. Nossos distritos precisam urgentemente cuidar de melhorar sua estrutura física e esse estágio só será possível com a emancipação político-administrativa desses distritos.
Para que isso aconteça as lideranças que comandam as comissões pró-emancipação nos distritos brasileiros precisam buscar junto a suas Assembleias Legislativas Estaduais uma forma de dar seguimento a análise dos processos de criação de municípios. Ferramentas nos possuímos sem necessitar de uma Lei federal.
O RESPE 28560/RO (TSE) e ADI 3799/MT (STF), são decisões firmadas por Tribunais Superiores que amparam a continuação da análise dos Processos de Criação de Municípios no Brasil.
Essa Pandemia que se instalou no mundo a não livrou ninguém, é a luz amarela no caminho da criação de municípios no Brasil.
Emancipar alguns distritos, criando novos municípios brasileiros e uma forma de prevenir o avanço de futuras crises.
Vamos à luta!


sexta-feira, 10 de abril de 2020

CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS NO BRASIL: Movimento emancipalista brasileiro perde uma grande estrela

Augusto César e a bandeira do Movimento Pró Emancipação Maranhense

Augusto César, líder emancipalista que faleceu hoje, 10.04.2020, defendeu com muita garra a emancipação do seu distrito de Coque, no município de Vitória do Mearim, Estado do Maranhão. Ali nasceu uma caminhada que percorreria todo o Brasil levando sua mensagem de luta pela criação de municípios.

Quando pensamos na organização do movimento emancipalista em caráter nacional, no I Encontro Nacional de Líderes Emancipalistas realizado em março de 2015 no distrito de Jurema, município de Caucaia/CE, Augusto César ali compareceu. Em um discurso inflamado externou seu pensamento sobre a iniciativa do Movimento Emancipa Brasil. Ele era contra. Existia uma organização nacional, a UBDMU.
Ali nascia uma divergência que em alguns momentos dominou o discurso nos meios emancipalistas. Porém, se havia divergências, havia muito respeito entre nós. E a prova maior desse respeito foi dada nem um evento promovido pelos emancipalistas maranhenses, realizado no auditório do Palácio Manoel Beckman, na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.
Palácio Manoel Beckman
Naquele evento os emancipalistas regionais entregaram ao presdiente da Comissão de Assuntos Regionais, deputado Dr. Yglésio, Projeto de Lei de Iniciativa Popular que propunha a aprovação da Lei de Criação de Municípios no Estado do Maranhão. Referido Projeto de Lei foi acompanhado de um abaixo assinado com 45 mil assinaturas.
Deputados recebendo o Projeto de Lei de Iniciativa Popular
Para esse evento o Augusto César me endereçou um convite para participar da entrega solene do Projeto de Lei de Iniciativa popular. Para provar que haviam divergências e não inimizades, compareci ao evento, que contou com boa frequência de emancipalistas do Maranhão.
Vejam nas imagens alguns momentos do evento.