segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
OS ACORDOS POLÍTICOS
domingo, 16 de dezembro de 2012
Desumanização
Uma foto rodou o mundo na semana passada. Uma pessoa foi empurrada nos trilhos do metrô de Nova York. A estação da Times Square tinha, segundo relatos, algumas dezenas de pessoas e dentre elas um fotógrafo. O homem tentava sair dos trilhos, escapar da morte. As pessoas em volta nada fizeram, exceto o tal fotógrafo.
Ele não tentou ajudar o homem. Ele sacou sua câmera e clicou algumas vezes o homem nos trilhos, o trem se aproximando. Tudo, entre a queda e a morte, não teria levado mais que alguns segundos. Há divergências quantos.Na estação, os voyeurs não moveram um músculo. Assistiram pacientemente a morte de uma pessoa. Na estação, um fotógrafo freelancer eternizou o momento, para outros voyeurs na foto que foi estampada no New York Post com a manchete: ESTE HOMEM ESTÁ PRESTES A MORRER.
Há alguma diferença entre as atitudes da plataforma. Alguns se contentaram em contemplar os últimos instantes de um "condenado à morte", como, aliás, é morbidamente comum nos corredores da morte nas penitenciárias dos Estados Unidos.
O fotógrafo reagiu. Se mexeu. Mas fez o mesmo que os outros anônimos, deixou o trem passar em cima de uma pessoa. Reagiu em nome do trabalho, afinal ele é fotógrafo, faz disso sua vida. Apesar de chocante, nada espanta. Antes de tudo, antes de si mesmo, antes de qualquer coisa, aquele rapaz é fotografo. E é aquilo que ele pode ser.
Não é de hoje, nem sequer de ontem. Há muito nos definimos, nos enxergamos no mundo, a partir do ponto de vista específico: o do trabalho. Eu sou aquilo que eu faço pra viver.
Umar Abbasi, o fotógrafo, apertou várias vezes o botão da câmera buscando a melhor foto, enquanto Ki-Suck Han vivia seus últimos segundos. Afinal, antes de qualquer outra categoria, qualquer humanidade, Abbasi é fotógrafo. Viu, naquela cena, a grande oportunidade de bem realizar seu trabalho. E o fez.
O FIM DO MUNDO
LEITURAS QUE VALEM A PENA
2: ATENÇÃO PARA A MÁGICA – No ano seguinte, com aquele mico na mão, os belgas encontraram pela frente a generosidade brasileira e venderam 50% das ações para a Petrobras. Sabem por quanto? Por US$ 360 milhões! Vocês entenderam direitinho: aquilo que os belgas haviam comprado por US$ 22,5 milhões (a metade da refinaria velha) foi repassado aos “brasileiros bonzinhos” por US$ 360 milhões. 1500% de valorização em um aninho. A Astra sabia que não é todo dia que se encontram brasileiros tão generosos pela frente e comemorou: “Foi um triunfo financeiro acima de qualquer expectativa razoável”.
3 – Um dado importante: o homem dos belgas que negociou com a Petrobras é Alberto Feilhaber, um brasileiro. Que bom! Mais do que isso: ele havia sido funcionário da Petrobras por 20 anos e se transferiu para o escritório da Astra nos EUA. Quem preparou o papelório para o negócio foi Nestor Cerveró, à frente da área internacional da Petrobras. Veja viu a documentação. Fica evidente o objetivo de privilegiar os belgas em detrimento dos interesses brasileiros. Cerveró é agora diretor financeiro da BR Distribuidora.
Se você acha que o que aconteceu até agora já dá cadeia, é porque ainda não sabe do resto.
5 – … a menos que se desentendessem! Nesse caso, a Petrobras se comprometia a comprar a metade dos belgas — aos quais havia prometido uma remuneração de 6,9% ao ano, mesmo em um cenário de prejuízo!!!
6 – E não é que o desentendimento aconteceu??? Sem acordo, os belgas decidiram executar o contrato e pediram pela sua parte, prestem atenção, outros US$ 700 milhões. Ulalá! Isso foi em 2008. Lembrem-se que a estrovenga inteira lhes havia custado apenas US$ 45 milhões! Já haviam passado metade do mico adiante por US$ 360 milhões e pediam mais US$ 700 milhões pela outra. Não é todo dia que aparecem ou otários ou malandros, certo?
7 – É aí que entra a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ela acusou o absurdo da operação e deu uma esculhambada em Gabrielli numa reunião. DEPOIS NUNCA MAIS TOCOU NO ASSUNTO.
8 – A Petrobras se negou a pagar, e os belgas foram à Justiça americana, que leva a sério a máxima do “pacta sunt servanda”. Execute-se o contrato. A Petrobras teve de pagar, sim, em junho deste ano, não mais US$ 700 milhões, mas US$ 839 milhões!!!
9 – Depois de tomar na cabeça, a Petrobras decidiu se livrar de uma refinaria velha, que, ademais, não serve para processar o petróleo brasileiro. Foi ao mercado. Recebeu uma única proposta, da multinacional americana Valero. O grupo topa pagar pela sucata toda US$ 180 milhões.
10 – Isto mesmo: a Petrobras comprou metade da Pasadena em 2006 por US$ 365 milhões; foi obrigada pela Justiça a ficar com a outra metade por US$ 839 milhões e, agora, se quiser se livrar do prejuízo operacional continuado, terá de se contentar com US$ 180 milhões. Trata-se de um dos milagres da gestão Gabrielli: como transformar US$ 1,199 bilhão em US$ 180 milhões; como reduzir um investimento à sua (quase) sétima parte.
11 – Graça Foster, a atual presidente, não sabe o que fazer. Se realizar o negócio, e só tem uma proposta, terá de incorporar um espeto de mais de US$ 1 bilhão.
12 – Diz o procurador do TCU Marinus Marsico: “Tudo indica que a Petrobras fez concessões atípicas à Astra. Isso aconteceu em pleno ano eleitoral”.
13 – Dilma, reitero, botou Gabrielli pra correr. Mas nunca mais tocou no assunto.
Durante a campanha eleitoral de 2010, o então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, fez propaganda de modo explícito, despudorado. Chegou a afirmar, o que é mentira descarada, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a sua gestão, tinha planos de privatizar a Petrobras.
sábado, 15 de dezembro de 2012
O MUNICÍPIO DE VISEU
O surgimento do município de Viseu[1] está intimamente ligado com a história do Maranhão. Existem duas versões sobre seu descobrimento. Para alguns historiadores, o município de Viseu foi descoberto por um pescador chamado Matias Montanha, que ao descobri-lo, ergueu um pequeno rancho (palafita) às margens do Rio Gurupi. A outra versão é que Diogo Leite, no ano de 1521, descobriu as terras de Viseu, onde encontrou como habitantes os índios Tupinambás e Apitingas.
Os franceses foram os primeiros europeus a pisar nas terras do atual município, os quais no começo do século XVII estabeleceram-se no Maranhão e travaram verdadeiras batalhas com os índios Tupinambás no Rio Piriá.
Em 1613 a expedição
enviada por Gaspar de Souza para desalojar os franceses,
levou Diogo de Campos a convencer Jerônimo de
Albuquerque a fortificar o Piriá e estabelecer aliança com os Tremembés,
inimigo dos Tupinambás e, portanto, inimigos dos franceses.
O primeiro povoado do município foi
fundado em 1620, por ordem de Francisco Coelho de Carvalho e
consistia em uma aldeia de índios Apitiangas, às margens do Rio
Gurupi.
O território de Viseu fez parte da Capitania do Gurupi, doada por Felipe II, Rei da Espanha, por Carta, em 09 de fevereiro 1622, a Gaspar de Souza que foi Governador Geral do Brasil no período de 1612 a 1616. A capitania estendia-se do Rio Caeté ao Rio Turiaçu, com vinte léguas de fundo.
Francisco Coelho de Carvalho, na viagem que fez a
Belém, entrou no Rio Gurupi para visitar a povoação de Vera Cruz do
Gurupi (atual Viseu) e desrespeitando a Carta Régia de Felipe
III, doou a Capitania a seu filho Feliciano de Carvalho, no
mesmo ano.
A Corte de Madri, entretanto,
desaprovou o ato e devolveu a Capitania a Álvaro de Souza, filho
de Gaspar de Souza e seu herdeiro, porém, em compensação,
foram doadas a Felipe Coelho de Carvalho as terras do Camutá, onde ele
fundou Vila de Viçosa de Santa Cruz.
Alvaro de Souza fundou a Souza
do Caeté, às margens do Rio Caeté, erigida mais tarde, à montante da antiga
Vila do primeiro Donatário.
Em 1753 foi fundada a
povoação sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição. Por ser a
povoação mais oriental da Província, teve seu nome substituído por Vera
Cruz do Gurupi. Como povoado pouco se desenvolveu. Isso foi em 1756.
Em seu lugar foi criada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Viseu, com que entrou para a independência, pertencendo ao território de
Bragança por vinte e três anos (1833/1856).
No dia 22.12.1856, foi
elevada a Vila, conforme Lei Provincial nº301, quando foi
desmembrada do território de Bragança, ocorrendo sua instalação em 07.01.1858.
Com a proclamação da República, foi extinta sua Câmara e em
seu lugar, foi criado o Conselho de Intendência Municipal, composta
de um intendente e oito vogais.
Em 1892, através da Lei
nº 28, de 30 de julho foi criada a Comarca. Instalada em dez de
dezembro do mesmo ano. A Lei 324, de seis de julho, concedeu foros
de cidade à sede do município de Viseu.
Os Decretos nº6, de 04 de
novembro e o de nº 78, de 27 de dezembro, suprimiram o
município, cujo território ficou sob jurisdição direta do Estado, em 1930.
A Lei Estadual nº 8, de 1835, restaura a autonomia
do município.
Em 1936 o município é
dividido em quatro distritos: Viseu, Emboranunga, São José do Gurupi e
São José do Piriá.
Através da Lei Estadual 3131,
de 31 de outubro, foi criado o Distrito de Camiranga, desmembrado
do Distrito de São José do Gurupi, ficando o município com cinco distritos,
estatuído pelo Decreto Lei Estadual nº 4505, de 30.12.1943.
Através da Lei Estadual nº
3235/65, o município perdeu 7.730 km2 de sua área que
passou a constituir o município de Paragominas, retirados mais
precisamente do Distrito de Camiranga, que possuía 12.009 km2.
Segundo a lei nº 5.707 de
27/12/1991 - Diário Oficial nº 27.127 - Cria o município de Nova
Esperança do Piriá com área desmembrada do município de Viseu, que
perdeu mais 2.877,9 km2.
Segundo a Lei 5.927, de
28 de dezembro de 1995, é criado o Município de Cachoeira do Piriá,
com área desmembrada do Município de Viseu.
O Topônimo Viseu, de origem lusa,
significa lugar elevado de onde se avista ao longe. Foi dado pelos primeiros
exploradores que aqui chegaram, por acharem semelhança com Viseu[2] de Portugal, situada na
Província de Beira Alta, limite com Bragança, em terreno elevado, mas plano, a
Oeste da Serra Estrela, banhado pelo Rio Volga.
[1] Viseu é um Município brasileiro do Estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º11'48" Sul e a uma longitude 46º08'24" Oeste, estando a uma altitude de 15 metros. Sua população estimada em 2008 era de 55.144 habitantes. Possui uma área de 4.980,969 km².
[2] Viseu é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Viseu, na região Centro e sub-região de Dão-Lafões com 47 250 habitantes, sendo por isso a terceira maior e mais populosa cidade no Centro de Portugal, a seguir a Coimbra e Aveiro. É sede de um município com 507,10 km² de área, com 34 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
IBGE divulga renda per capta dos municípios paraenses
Os índices divulgados revelam indicadores que nos permitem avaliar a situação de cada município paraense. Permitem, ainda, por exemplo, ver como anda o desempenho de cada um de nossos municípios.
O IBGE apura esses dados com base no desenvolvimento de alguns setores específicos, como por exemplo: Serviços que respondem por 52% de nossa economia, industria por 41% e Agropecuária com apenas 7% de participação na mensuração do PIB.
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| Atividades econômicas do Estado |
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| Municípios paraenses que mais expandiram sua economia |
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| Ranking dos municípios paraenses |
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| O PIB de Viseu - 125º lugar |




