CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS NO BRASIL: O Pará é o Estado brasileiro que
mais avançou no processo de criação de Municípios no Brasil nos últimos anos,
especialmente quando os deputados Miro Sanova, Hilton Aguiar, e Heloisa Guimarães
ocuparam a presidência da Comissão de Divisão Administrativa do Estado,
Assuntos Municipais e Tributação – CDA, da ALEPA. Nesta legislatura que está
terminando houve um grande retrocesso por absoluta inoperância da CDA.
Segundo pesquisas recentes, podem
estar voltando para a ALEPA os deputados Miro Sanova, que presidiu a CDA e João
Salame, autor da Lei Complementar 074/2010, Emancipalistas declarados.
O deputado estadual Fábio Freitas, apesar de não fazer parte da Comissão Administrativa, exerceu papel importante papel na defesa dos interesses dos grupos emancipalistas, promovendo encontros e, por várias vezes, usando a tribuna da ALEPA em defesa da luta dos Distritos que lutam por sua emancipação, em especial do Distrito de Fernandes Belo, no Município de Viseu.
Desde a edição da EC 15/96, de autoria do
deputado federal maranhense César Bandeira, não se regulamente nenhum município no Brasil. Essa EC retirou das Assembleias Legislativas
a prerrogativa de legislar para organizar administrativamente o Estado. Desde
então, o Movimento Emancipa Brasil luta pela regulamentação do § 4º, do art. 18, da Constituição Federal, que trata da criação, da fusão, da
incorporação e do desmembramento de Municípios no Brasil. Já se vão quase trinta
anos de omissão dos legislativos estaduais em retomar a prerrogativa de
legislar sobre a matéria.
Segundo a lei federal 9.709/98,
em uma Consulta Plebiscitária que trata a questão de emancipação de Distritos,
serão ouvidos os eleitores de todo o Município. Anteriormente a essa lei, só
participavam das Consultas Plebiscitárias os eleitores da área emancipanda.
Tramitam na ALEPA mais de 60 (sessenta)
pedidos de emancipação político/administrativa. O processo não avança por falta
de uma lei federal que regulamente a matéria. Os mais de 60 Distritos estão distribuídos
em 43 (quarenta e três) municípios que reúnem um contingente eleitoral em torno
de 2.738.378 (Dois milhões, setecentos e trinta e oito mil, trezentos e setenta e oito) eleitores (Fonte: https://apps2.tre-pa.jus.br/apex/r/apex_app/infozonas-externo/locais-e-secoes.
Acesso em 16.09.2026, às 14:51 horas). Esse universo não atrai a atenção dos políticos.
Curiosamente os candidatos não
dispensam o menor interesse por esse imenso quantitativo de eleitores que
poderiam ser facilmente alcançados pelos políticos que pretendem assumir uma
cadeira tanto na Assembleia Legislativa como como no Congresso Nacional. É um
Projeto puramente Social. Pronto para o debate.
Na qualidade de presidente da Federação das Associações de
Desenvolvimento Distrital e Emancipalistas do Estado do Pará – FADDEPA, fiz
a minha parte. Busquei parceria com vários políticos postulantes de mandatos,
em todos os níveis (deputados estaduais, federais e Senadores). Alguns até
chegaram a demonstrar algum interesse. Ficou só na demonstração de interesse.
Além de presidir a FADDEPA,
também sou presidente da Confederação das Federações Emancipacionistas e
Anexionistas do Brasil – CONFEAB. Junto com o Movimento Emancipa Brasil há
quase três décadas percorre os corredores do Congresso Nacional em busca da
regulamentação da matéria, sem sucesso. Já
chegamos a criar uma FRENTE PARLAMENTAR
MISTA EM APOIO À EMANCIPAÇÃO DE DISTRITOS NO BRASIL. Conseguimos reunir 204
Deputados Federais e 06 Senadores. O Pará foi o único Estado participou com
100% de seus deputados federais como autorizadores da criação dessa Frente
Parlamentar Mista.
Percebemos que os políticos não demonstram
nenhum interesse em assumir questões de interesse puramente social. Notamos que
as campanhas são direcionadas para os eleitores mais carentes. O vai e vem frenético
de “Cabos eleitorais” distribuindo migalhas para esses eleitores carentes podem
ser vistos pelos quatro cantos do Estado. E não é só aqui na região Norte. Esse
mesmo modus operandi se observa de Norte a Sul, de Leste a Oeste e no
Centro do Brasil.
Isso só demonstra uma coisa: Aos
políticos, só interessa tratar desse assunto em cima de palanques. Quando
investido de seu mandato esquece do compromisso com o povo que os elegeu.
O Movimento Emancipalista do Pará
gostaria de firmar parceria com candidatos em campanha. Porém, a coisa mais
difícil é estabelecer esse contato. Estão sempre na correria. Não percebem que
uma parada para dialogar com os grupos de interesses poderia ser muito mais
produtivo do viver no corre corre atrás de eleitores sem um propósito definido.
Que venha o dia 4 de Outubro de
2026!
Fernandes Belo –
Viseu (PA), 16 de setembro de 2026
Antonio Pantoja da
Silva
Presidente da CONFEAB
















