quinta-feira, 11 de junho de 2026

DIVISAS PA/MT: STF preserva área do Pará em disputa com o Mato Grosso

Ação Civil Ordinária 714
Plenário do Suremo Tribunal Federal
(Foto Rosinei Coutinho/STF)

DECISÃO: Corte mantém 22 mil km2 que pertencem ao Pará e incentiva acordo entre os dois Estados

O Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu a manutenção dos limites atuais, assegurando que o Pará não cederá território na disputa de divisas com o Mato Grosso (MT). O litígio foi discutido ontem (10), em audiência realizada ontem em Brasília (DF).

Ao final, a Corte reafirmou que o Pará não terá peras territoriais e iniciou um diálogo para a construção de um acordo que considere a prestação de serviços públicos à população dos Municípios localizados na região da divisa.

 Área em questão envolve a área de 22 mil quilômetros quadrados na Região do Salto das Sete Quedas, na divisa entre os dois Estados. Em 2020 o STF se manifestou por unanimidade, a favor do Pará. NO entanto a Corte retomou o assunto e marcou uma nova audiência e marcou uma nova audiência de conciliação para esta quarta-feira.

A Governadora Hanna Gassan participou da audiência marcada pelo Ministro Flávio Dino, assim como o ex-governador Helder Barbalho e o presidente da Assembleia Legislativa, Chicão. Também estiveram presentes o governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o subprocurador geral da República, Paulo Jacobina, além de parlamentares e prefeitos dos dois Estados.

“O que ficou claro dessa audiência é que nenhum palmo de terra do Pará será perdido e que, por se tratar de uma área de divisa, outros temas devem ser dialogados entre os Estados para atender a população como um todo, que tem que ser o foco principal de todos nós”, disse a governadora Hanna Ghassan.

A governadora se referiu a posição do Ministro Flávio Dino, que ressaltou que a discussão deve avançar para além da definição das divisas territoriais, abrangendo questões práticas que impactam diretamente a vida das populações.

DECISÃO CELEBRADA:

Lideranças paraenses se posicionaram em favor do Pará nesta quarta-feira. O Senador Zequinha Marinho (PODEMOS-PA) destacou a importância de construir um entendimento entre os Estados em defesa das populações dos Municípios envolvidos.

“Foi um avanço importante, pois a reunião caminhou para viabilizar o aporte de recursos e atender a pessoas que hoje vivem praticamente isoladas do acesso a políticas públicas do Pará, é fundamental que isso ocorra”, afirmou o Senador.

A Federação dos Municípios do Pará divulgou nota celebrando a reafirmação do STF em favor do Estado.

“O Pará não perderá nenhuma área para o Mato Grosso, consolidando uma decisão histórica, que assegura a integridade territorial paraense e fortalece a segurança jurídica do Estado”, diz o documento.

Para a FAMEP, “a decisão representa uma vitória de todos os paraenses, especialmente dos Municípios que compõe a região afetada pela disputa, garantindo estabilidade administrativa, segurança para investimentos e respeito a história e soberania do Estado”.

Também acompanharam a audiência em Brasilia (DF), os deputados estaduais paraenses entre eles, Ana Cunha, Renato Oliveira, Fábio Freitas, Victor Dias, Gustavo Sefer, Josué Paiva, Iran Lima, Aveilton Souza, Fábio Filgueiras, Elias Santiago, Diana Belo, Eraldo Pimenta, Maria do Carmo e Torrinho.

A bancada de deputados federais do Estado do Pará também participou do encontro incluindo José Priante, Celso Sabino, Dilvanda Faro e Renilce Nicodemos, além de representantes de órgãos públicos dos dois Estados.


Fonte: LIMITES TERRITORIAIS: STF preserva área do Pará em disputa com Mato Grosso.  Jornal O Liberal. Belém. 11.06.2026. Caderno Panorama. Seção Política. Página 9. Disponível em: https://oliberaldigital.grupoliberal.com/home. Acesso em 11.06.2026.

Obs: Os destaques no texto são nossos

quarta-feira, 10 de junho de 2026

LEITURAS QUE VALEM A PENA: OPINIÃO - ESTUDO MOSTRA BENEFÍCIOS DE PROLIFERAÇÃO DE MUNICÍPIOS

 

Distrito de Fernandes Belo:
88 anos de cultura e tradição 

Por Fernando Dantas (em 05.06.2026)

Colaboração do companheiro César Feitosa/CE. 

Municípios que se separaram entre 1988 e 1997 investiram mais, e tiveram melhoras em termos de acesso a esgoto, coleta de lixo, educação e atividade econômica.

A Constituição de 1988 criou as condições para que muitos novos municípios fossem criados no Brasil. Entre 1988 e 1997, o número de municípios pulou de 4.124 para 5.507, num aumento de 34%. Mas a emenda constitucional 15 de 1996 travou o processo de criação de novos municípios. Hoje, o total é de 5.569[1].

Existe uma visão de que a proliferação de municípios aumentou o desperdício e o mau uso de recursos públicos no Brasil. Afinal, cada nova municipalidade tem seu Legislativo e Executivo, que custam dinheiro (a maior parte vem de transferências federais ou estaduais), e a fragmentação limita os ganhos de escala (essa é uma visão tacanha dos políticos que não tem compromisso com o povo. Preferem viver abraçados com os prefeitos que são contra o desmembramento de seus Municípios-MINHA OPINIÃO)

Adicionalmente, como a percepção generalizada é de que o setor público brasileiro - ainda mais no seu extremo mais paroquial - tende ao empreguismo, ao corporativismo e à captura por interesses especiais, a criação desenfreada de municípios pós-1988 só iria piorar o problema (outra visão equivocada. Emancipar ée abrir a porta para o desenvolvimento dessas regiões).

Um novo estudo, porém, mostra que esse entendimento deve ser matizado, e que os novos municípios no Brasil trouxeram melhoras concretas de bem-estar.

Os economistas Ricardo Dahis, da Monash University (Melbourne, Austrália), e Christiane Szerman, da London School of Economics and Political Science (LSE), se valeram de um "experimento natural" para avaliar se a criação maciça de novos municípios no Brasil valeu a pena.

Eles constatam inicialmente que os distritos que tentaram se separar tendem a ser menos desenvolvidos e a se sentir negligenciados pelo município do qual faziam parte. Além disso, com a separação, eles se beneficiam em termos de transferências federais per capita.

O "experimento natural" de Dahis e Szerman consistiu em comparar, usando o método econométrico de "diferenças em diferenças", distritos que queriam se separar e conseguiram com aqueles que tentaram, mas não conseguiram. Eles utilizaram dados desses distritos e municípios (bem mais de mil conseguiram se separar) ao longo de 15 anos.

Os resultados mostram que os novos municípios - sempre na comparação com os distritos que não conseguiram se separar - aumentaram em 27% os investimentos e em 17% as despesas correntes, num efeito persistente por mais de uma década. O acesso a esgoto aumentou 1%, e à coleta de lixo, 4,4%. Crianças entre oito e catorze anos tiveram os maiores ganhos em termos de frequência escolar e alfabetização.

As melhorias se concentram em serviços exclusivamente municipais, e não se repetiram em atividades administradas conjuntamente com o Estado e a União, como saúde pública. Isto, por sua vez, indica que a descentralização administrativa foi um fator das melhoras. O outro é o aumento da receita desses municípios em 15%, comparado aos distritos que quiseram, mas não conseguiram virar municípios.

Os autores também detectaram maior atividade econômica nos municípios que se separaram, revelada pelo método de mensuração das luzes noturnas. O ganho em relação aos distritos que não se separaram é de 40% ao longo de 15 anos. Segundo os economistas, a separação ajuda mais áreas esquecidas, remotas, rurais ou periféricas.

Segundo o estudo, a redução das receitas dos municípios dos quais os novos se separaram não teve efeito detectável em termos de empregos públicos e privados, estabelecimentos comerciais e atividade econômica medida pelas luzes noturnas. Eles ressalvam que, nesse caso, a amostra foi pequena, e o resultado não é definitivo. De qualquer forma, é uma indicação de que o uso dos recursos foi melhor nos novos municípios, comparado à sua utilização naqueles municípios dos quais os novos se separaram.

Os autores também encontraram que o custo de cada vaga criada no serviço público dos novos municípios é menor do que o custo de novos empregos públicos por transferências federais em geral; e que o multiplicador fiscal do gasto dos novos municípios é um pouco maior do que a média dos multiplicadores fiscais em geral.

Em termos de lições de política pública, Dahis e Szerman apontam inicialmente que a separação de novos municípios pode trazer ganhos de desenvolvimento sem custos visíveis para o resto do país. Esses ganhos vão para os lugares que mais precisam, como regiões periféricas e menos desenvolvidas, que são negligenciadas pelo município do qual fazem parte. Finalmente, a expansão da ação do Estado não necessariamente deve se concentrar nas unidades mais centrais de governo, com os recursos podendo ter efeitos benéficos quando vão diretamente para onde são mais necessitados.

Os economistas alertam, finalmente, que seus resultados não implicam que quanto mais proliferação de municípios, melhor. Mas o caso do Brasil indica que descentralizar a gestão, e não apenas os orçamentos, pode melhorar a capacidade do Estado de reagir às necessidades locais.

OPINIÃO DO BLOG: A Amazônia Legal só pode pensar em desenvolvimento após o reordenamento da Região. Na Amazônia Legal convivemos com situações absurdas. Por exemplo: O Estado do Ceará possuem 184 Municípios. Se pegarmos os todos os Municípios do Ceará e colocarmos dentro do Município de Altamira/PA, ainda sobra esppaço. Altamira, só possui dois Distrritos: Cachoeira da Serra e Castelo dos Sonhos. 

Fernando Dantas é colunista do Broadcast e escreve às terças, quartas e sextas-feiras (fojdantas@gmail.com)

https://www.estadao.com.br/economia/fernando-dantas/estudo-mostra-beneficios-de-proliferacao-de-municipios/?utm_source=estadao:whatsapp&utm_medium=link&app_absent=0, acesso em 10.06.2026, às 08:16 horas.


[1] Hoje o Brasil conta com 5.571 Municípios. O mais novo Município é o Boa Esperança do Norte, no Mato Grosso, criado a partir do julgamento da ADPF 819/MT, em setembro/2024. Nas eleições de outubro/2024, foram eleitos prefeito, vice-prefeito e 9 vereadores que tomaram posse na instação do Municíio, em 1º de janeiro de 2025.  


terça-feira, 9 de junho de 2026

FERNANDES BELO: Um Distrito que avança em direção ao seu futuro

Vila de Fernandes Belo: EMEF Fernandes Belo
Vai abrigar as turmas o Ensino Médio Regular 
A competência do Ensino Médio é do Estado

As obras que estão prestes a ser inauguradas na Vila de Fernandes Belo, chegam para fortalecer a estrutura física/administrativa do Distrito de Fernandes Belo (II Distrito de Viseu) uma região que sonha em se transformar em um dos mais novos Municípios do Estado do Pará e do Brasil.

Hoje vejo Fernandes Belo se estruturando para ser um dos novos Municípios paraenses. Mas, uma coisa me deixa entristecido. O povo, parece que não tem interesse em mudar sua realidade. Desde que conheci esse lugar, há mais de vinte (20) anos, venho trabalhando com a ajuda de poucos para criar condições para esse Distrito se transformar em um dos mais novos Municípios paraenses. Isso ainda não aconteceu devido a falta de uma lei federal que precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. 

Meu trabalho vem se concentrando na Assembleia Legislativa do Estado do Pará – ALEPA e no Congresso Nacional.

Como coordenador do processo de emancipação do Distrito de Fernandes Belo, galguei postos importantes: Presidente da Federação das Associações de Desenvolvimento Distrital do Estado do Pará – FADDEPA e presidente da Confederação das Federações Emancipacionistas e Anexionistas do Brasil – CONFEAB. A conquista dessa posição na luta pela criação de Municípios no na luta pela criação de Municípios no Brasil, se deve ao trabalho que venho desenvolvendo no Estado do Pará, o que me levou a coordenar naconalmente o processo de criação de Municípios. 

O atual prefeito de Viseu, quando no exercício no cargo de deputado federal foi um dos maiores apoiadores da nossa entidade nacional na Câmara dos Deputados. Seu gabinete servia como base de apoio da CONFEAB em Brasília. 

Hoje, no Estado do Pará,  temos dez (10) Distritos com Decretos Legislativos aprovados pela ALEPA, aguardando a Lei Federal, para a realização de seus plebiscitos. O Distrito de Fernandes Belo está entre esses dez Distritos.

O final desse primeiro semestre reserva boas surpresas para o povo do Distrito de Fernandes Belo (II Distrito de Viseu), em especial para a comunidade da Vila de Fernandes Belo. A reforma, ampliação e modernização da Escola Municipal de Ensino Fundamental Fernandes Belo, que abrigará o Ensino Médio (de competência estadual). É importante considerar que até o fim do ano que passou, A Escola Fernandes Belo funcionava como Anexo I da Escola Estadual Padre Luciano Calderara, na cidade de Viseu. A partir de novembro/2025, a Escola Fernandes Belo ganhou autonomia desmembrando-se do Escola Calderara.

Teremos também a reforma e ampliação do Ginásio Poliesportivo Guilherme Santana. E a mais importante obra para a Vila e para o Distrito de Fernandes Belo. A construção de um Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. Será o segundo CRAS do Distrito de Fernandes Belo.

Prédio do Mercado Municipal
Adequação do espaço que abrigará o CRÁS/Fernandes Belo
 

CRAS/FERNANDES BELO Com o vereador Zeca do Zé Aldo,
visitando as obras de adequação do prédio.

O Governo Municipal realiza ações de grande relevância, como a recuperação das Ruas na Vila de Fernandes Belo, um trabalho que está sendo tocado pela Prefeitura de Viseu, sob a coordenação do vereador Zeca do Zé Aldo.

Rua XV de Novembro, no Cocal

O Distrito de Fernandes Belo prepara-se para o futuro. Independente dos avanços antes mencionaos, o Distrito equipa-se de infraestrutura que o credencia como os dos Distrito mais bem estruturados dentre aqueles que almejam sua emanvipação polítio-adminisativa. 

Viseu é um Município com baixo orçamento que apresenta componente oriundo de receitas próprias. Embora com certa dificuldade orçamentária, algumas obras do governo municipal estão em pleno andamento. Apesar da carência de recursos, as obras que vêm sendo realizadas pelos quatro cantos do Município.

Essas obras acontecem devido ao planejamento coerente feito pela pela Secretaria de Planejamento e Finanças, na pessoa de sua titular, Secretária Tauanny Guedes e pelo prefeito Cristiano Vale, que equacionam o uso das verbas tesouro municipal compatibilizando os recursos disponíveis com a necessidade das comunidades. Ações bem planejadas permitem otimizar a aplicações dos recursos municipais e com isso atender todo o Município de Viseu.

Com todas essas mudanças que vem acontecendo no Distrito de Fernandes Belo (II Distrito de Visu), como mudar a realidade do Distrito? Com a união da comunidade com o governo municipal é o caminho mais curto para essa mudança. 

Vamos mudar fazendo a parceria comunidade/poder público?

Está na hora de começar a grande virada!

AÇÕES DA PREFEITURA NA VILA DE FERNANDES BELO: Visita aos locais onde se realizam obras de iniciativa do governo municipal

Recuperação da Rua XV de Novembro

Máquinas em operação nas Ruas de Fernandes Belo






Mercado Municipal: Vai dar lugar ao CRAS/Fernandes Belo


Com o vereador Zeca o Zé Aldo:
Visitando as obras do CRAS/Fernandes Belo


segunda-feira, 25 de maio de 2026

LIMITES PA/MT (STF): Disputa territorial entre Pará e Mato Grosso é adiada para junho

Área em litígio entre os Estados do PA/MT

Audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal – STF que visa definir a disputa territorial entre Pará e Mato Grosso foi adiada para o dia 10 de junho próximo, em Brasília. A decisão foi do Ministro Flávio Dino, motivada por uma nova ação rescisória do Estado vizinho. O impasse envolve uma área de 22 mil km2 na Região do Salto das Sete Quedas, que impactaria diretamente a divisa de seis Municípios paraenses: Altamira, Cumaru do Norte, Jacareacanga, Novo Progresso, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará possui atualmente uma área total de 1,2 milhão de km2, o 2º maior Estado do Brasil e a 13ª maior subdivisão do Mundo.

A articulação política para o julgamento no STF busca ampliar a defesa paraense no tribunal. Atualmente o Mato Grosso comparece ao processo com representantes da Assembleia Legislativa, de Prefeituras, de Câmaras Municipais e da Federação da Agricultura e Pecuária enquanto que o Pará está representado unicamente pelo Executivo Estadual. Diante do cenário o Senador Zequinha Marinho (Podemos/PA), solicitou o ingresso da Assembleia Legislativa (Alepa) na condição de Amicus Curiae, acionando também o apoio da Advocacia do Senado Federal.

Essa situação é muito grave. Exige responsabilidade e unidade de todos os representantes do Pará. Embora essa questão já tenha sido decidida de forma unanime pelo STF em outro momento, ainda existe o risco do Pará perder uma área expressiva, equivalente ao Estado de Sergipe.

ARGUMENTOS: Os argumentos apresentados pela Procuradoria Geral do Mato Grosso fundamentam-se na alegação de que os moradores da faixa de fronteira dependem exclusivamente dos serviços públicos mato-grossenses. O Órgão vizinho e a Assembleia Legislativa do Mato Grosso sustentam que as comunidades locais estão integradas funcionalmente ao seu território, dependendo de sua estrutura para atendimentos de saúde, educação, fornecimento de energia elétrica, transporte e comércio.

Em contrapartida Zequinha Marinho pondera que eventuais falhas administrativas locais não justificam tentativas de anexação de terras por outra unidade da federação. “Que este alerta sirva como um exemplo definitivo. É imprescindível que o governo do Pará fortaleça sua presença institucional na região, garantindo ao povo do Sul do Estado acesso efetivo a políticas públicas, infraestrutura, segurança e serviços essenciais”, completou o parlamentar.

APOIO: A preocupação com a estabilidade das fronteiras levou o Fórum de Entidades Empresariais a divulgar um manifesto público em Belém, apoiando a posição da Governadora Hanna Ghassan. A chefe do Executivo Estadual declarou anteriormente que o Pará não aceitará ceder nenhuma fração de suas terras e confirmou a presença na audiência em Brasília, acompanhada da Procuradora-Geral do Estado, Ana Paula Gluck Paul. As instituições produtoras alertam que a rediscussão do tema gera forte insegurança jurídica, prejudicando o planejamento público, a arrecadação fiscal, a logística e a subsistência de famílias de trabalhadores e empresários rurais estabelecidos há geração na área em litígio.

HISTÓRICO DE MARCOS TEMPORAIS DA DEMARCAÇÃO NA ÁREA EM LITÍGIO

Comissão Rondon (1890)

Convenção de Petrópolis (1900)

Carta Geográfica do Brasil (1922)

COMENTÁRIOS DE ANTONIO PANTOJA: Na condição de presidente da Federação das Associações de Desenvolvimento Distrital e Emancipalistas do Estado do ParáFADDEPA, essa questão de limites entre o Pará e Mato Groso, sempre foi tema de debate, principalmente quando se tratava da emancipação dos Distritos de Castelo dos Sonhos e Cachoeira da Serra, no Município de Altamira/Pará.

A ausência do Estado naquela região sempre foi pauta de discussão, dada a total ausência do Estado naqueles Distritos de Altamira, principalmente quando se trata de questões de políticas públicas, no tocante a saúde, educação, segurança. Essas questões se tornam mais preocupantes quando o morador desses Distritos precisa resolver alguma coisa na sede do Município. Tem que vencer uma distância de quase mil quilômetros que separa a Sede do Distrito. E muitas vezes não encontra o que procura, uma vez que a Sede do Município de Altamira também sofre com essa distância Sede/Distrito.

Cacheira da Serra, um distrito com uma população estimada em aproximadamente 8.000 habitantes (para o IBGE tem em torno de 4.000 habitantes) há uns três anos atrás, possuía pouco mais de 400 eleitores. A maioria dos eleitores haviam migrado para os Municípios vizinhos do Estafo do Mato Grosso. Quando precisavam resolver questões de saúde/educação, a busca pelas cidades vizinhas o pedido de exibição o Título de Eleitor era inevitável para provar que eram residentes no Estado do Mato Grosso. Em razão dessa exigência muitos transfeiram seus títulos para Guarantã, Sinop, e outras cidades do Mato Grosso. 

Nessa época os companheiros do Conselho Gestor do Distrito de Cachoeira da Serra – COGESERRA, entidade criada para colaborar com a administração municipal, realizaram uma campanha com o intuito de aumentar o quantitativo eleitoral do Distrito, visando o atendimento da exigência da Lei Ordinária 04/2010 (que trata da criação de MUnicípios no Pará), que no tocante ao quantitativo eleitoral, para discutir a emancipação, um distrito exige o mínimo 2 mil eleitores. Hoje o Distrito conta com apenas 1.948 eleitores.

A FADDEPA no intuito de colaborar com o povo do Distrito de Cachoeira da Serra protocolou junto ao Juízo Eleitoral da 18ª Zona Eleitoral pedido para criação de uma Sessão Eleitoral na Aldeia Kaiapó, pedido autuado sob o nº 0012685-67.2021.8000. Pedido negado. 

AMICUS CURIAE: A Confederação das Federações Emancipacionistas e Anexionistas do Brasil - CONFEAB, entidade nacional representativa dos emancipalistas, está analisando a possibiidde de ingressar no STF com o pedido de habilitação na lide como AMICUS CURIAE, nos termos do artigo 138, do Código do Processo Civil, representando a FADDEPA.

JANELA PARTIDÁRIA: A dança das cadeiras no parlamento estadual

A DANÇA DE CADEIRAS NO PARLAMENTO ESTADUAL DO PARÁ

 

Encerrado o prazo para que deputadas e deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal, mudarem de partido político, mantendo os mandatos atuais. É a chamada janela partidária, que vai até 3 de abril/2026.

Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a medida é um mecanismo para a reorganização das forças políticas antes das eleições gerais de outubro. A janela partidária é aberta em qualquer ano eleitoral, sete meses antes da votação. Neste ano, o 1º turno das eleições acontece no dia 4 de outubro.

O mecanismo somente beneficia neste ano deputados federais, estaduais e distritais. Os vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a janela de 2026, uma vez que não estão em fim de mandato.

Ocupantes de cargos eletivos majoritários, como os de presidente da República, governador e senador, podem trocar de partido sem incorrer na necessidade de apresentar justa causa para a desfiliação da legenda.

Nos cargos conquistados por meio do sistema proporcional – deputado federal, deputado estadual e distrital e vereador –, a Justiça Eleitoral considera que o mandato pertence ao partido político pelo qual a pessoa foi eleita e não à pessoa que o ocupa.

Por essa razão, a pessoa eleita para um desses cargos deve sempre apresentar a devida justa causa para se desligar da agremiação. Durante a vigência da janela partidária, no entanto, a troca de legenda funciona como espécie de justa causa.

Além do período da janela, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhece outras três situações de justa causa para a desfiliação sem perda de mandato:

1.    Mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;

2.    Grave discriminação política pessoal; e

3.    Anuência do partido (conforme a Emenda Constitucional nº 111/2021). A janela partidária existe há mais de dez anos.

O artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), que prevê o mecanismo, foi incluído na lei pela reforma eleitoral de 2015 (Lei nº 13.165). A janela também está prevista na Emenda Constitucional nº 91, aprovada em 2016 pelo Congresso Nacional.

A medida se consolidou como uma saída para a troca de legenda após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), posteriormente confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu a fidelidade partidária para os cargos obtidos em eleições proporcionais.

A determinação, regulamentada pela Resolução TSE nº 22.610/2007, estabelece que, nesses pleitos, o mandato pertence ao partido, e não à candidatura eleita.

A DANÇA DAS CADEIRAS NO PARLAMENTO ESTADUAL DO PARÁ

ALEPA: Quem ficou e quem aproveitou a janela
partidária para mudar de partido



domingo, 24 de maio de 2026

MÉDICOS/CONTRATAÇÃO/UNANIMIDADE: Tribunal de Contas dos Municípios autoriza contratação de Cooperativas Médicas para realização de cirurgias de Média Complexidade


Sistema Único de Saúde - SUS
O povo pede saúde

Nota publicada na Coluna Repórter70 do Jornal O Liberal, edição deste domingo, 23/05, traz uma excelente notícia para os usuários do Sistema Único de Saúde - SUS.

Agora é esperar que não apenas o Município de Santarém/Pará mas, cujo prefeito de Santarém, ex-deputado estadual José Maria Tapajós fez a consulta ao TCM/PA, mas, todos os outros 143 Municípios paraenses adotem providências para viabilizar essa decisão do Tribunal de Contas dos Municípios/Pará.

Eis o inteiro teor da Nota: 

CONTRATAÇÃO: O Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA) autorizou prefeituras paraenses a contratar cooperativas médicas particulares para a realização de cirurgias de Média Complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

UNANIMIDADE: A decisão, unânime, foi tomada pelo Plenário da Corte com base no voto do Conselheiro relator e vice-presidente Daniel Lavareda, que acompanhou integralmente o parecer técnico emitido pela Diretoria Jurídica do Tribunal. A manifestação atende uma consulta feita pelo prefeito de Santarém, José Maria Tapajós, que busca alternativas legais para diminuir a fila de espera por procedimentos cirúrgicos no Município. A decisão passa a valer como regra e orientação para todas os 144 Municípios paraenses.

        ESSA DECISÃO DO TCM/PA chega em boa hora. Há muito que o SUS não vem dando conta de realizar cirurgias eletivas de média complexidade. A demanda nos municípios só faz aumentar. A resolutividade desse tipo de atenção pelo Sistema Único de Saúde é muito baixa, como se comprova pelo elevado tempo de espera para a realização de cirurgias dentro desses padrões. E quem mais padece com essa longa espera é o usuário do SUS, que muitas vezes nem consegue realizar esse tipo de cirurgia.

     CIRURGIAS DE MÉDIA COMPLEXIDADE: São cirurgias cujo procedimento exige internação breve ou hospital-dia, ou seja apenas um dia no hospital. Demanda equipamentos moderados, estrutura hospitalar estruturada e equipe medica especializada e um curto período de recuperação assistida. São consideradas cirurgias de média complexidade: cirurgias de vesícula, retirada de cataratas, correção de varizes, amigdalectomias e procedimentos ortopédicos simples.

       Espera-se que com essa decisão do TCM/PA, as prefeituras comecem a avaliar a contratação de cooperativas médicas para atender essa recomendação do Colegiado de Contas do Estado do Pará. Que sejam utilizados critérios rígidos para a contratação dessas cooperativas médicas. 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

COLÉGIO ELEITORAL DO DISTRITO DE FERNANDES BELO/VISEU: Panorama do eleitorado apto para votar nas eleições gerais de 2026

ELEIÇÕES GERAIS 2026
O voto consciente é segurança de um bom futuro


Encerrados os trabalhos da Justiça Eleitoral com relação aos atos preparatórios de cadastramento e transferências de títulos eleitorais para as eleições gerais de 2026, quando o Brasil elegerá Presidente e Senadores da República, Governadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais.

Viseu apresentou o quantitativo seguinte eleitoral

a)    TOTAL DE ELEITORES: 43.535

b)   Eleitores com Biometria: 40.033

c)    Eleitores sem biometria: 3.502

A biometria é utilizada para conferir mais segurança e agilidade ao processo de identificação do eleitorado no momento da votação. Mesmo assim, a ausência do cadastro biométrico não impede o exercício para quem estiver com o exercício regular.

A Consulta da situação eleitoral pode ser feita de forma rápida e gratuita pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo aplicativo e-Título.

ELEITORADO DO DISTRITO DE FERNANDES BELO (II DISTRITO DE VISEU)

Apesar do elevado número de novos eleitores no Município de Viseu, continuamos a assistir a fuga para outras jurisdições. Foi grande o esforço de líderes políticos levando e trazendo eleitores para regularização e cadastramento de novos eleitores das localidades para a sede do Município, o colégio eleitoral do Distrito de Fernandes Belo diminuiu.

O Distrito de Fernandes Belo apresenta um quantitativo eleitoral de 12.716 distribidos nas seções eleitorais existentes em 15 localidades, que seguem abaixo relacionadas. 

A redução mais significativa aconteceu na Seções Eleitorais 42 (61) e 114 (61), que funcionam na Escola Municipal de Ensino Fundamental Eduardo Castro Mendes, em Apeú Ssalvador, com a redução de 148 eleitores.

Os dois maiores Colégios Eleitorais do Distrito, a Vila de Fernandes Belo, que em 2024 possuía 4.361 eleitores, passou para 4.412 eleitores em 2026, com um acréscimo de apenas 51 eleitores. Açaiteua, que antes contava com 3.273 eleitores passou para 3.303 eleitores, com um acréscimo de apenas 30 eleitores.

As informações aqui apresentadas foram extraídas no Banco de Dados do Tribunal Superior Eleitoral, ao acessar o link https://apps2.tre-pa.jus.br/apex/r/apex_app/infozonas/525?p525_nom_localidade=VISEU&p525_num_zona=14&clear=525&session=15687129021963. Acesso no dia 22.05.2026, às 18:08 horas.

    NOTA:

DISTRITO DE FERNANDES BELO

(II DISTRITO DE VISEU)

FERNANDES BELO

  4.412

AÇAITEUA

3.303

BRAÇO VERDE

513

BASÍLIA

545

ITA AÇU

539

SÃO JOSÉ DO PIRIÁ

384

PRAIA DO APEÚ SALVADOR

122

CABECEIRA

272

SANTA MARIA DE VISEU

167

LAGUINHO

700

CENTRO ALEGRE

685

FERMIANA

357

SÃO MIGUEL

305

SERINGA

221

CARANÃ DE BASÍLIA

191

T O T A L

12.716